domingo, 31 de janeiro de 2010

Novo Flatmate

Quinta a noite eu saí com as gurias. Acho que foi o lugar mais alternativo que já fui. É uma associação chamada GAIA, que fica no Martim Moniz, o bairro meio boca-braba que me meti uma vez que me perdi. O GAIA, que é um grupo de ação ambiental, organiza todas as quintas uma janta popular. Não tinha ideia do que era, mas fui.
Chegando lá, comecei a conversar com a Juleana e um brasileiro, do Ceará. O cara está por aqui há um bom tempo e é músico. Gente boa, mas meio elétrico demais. A janta era vegan e livre de alimentos transgênicos. Além disso, custava só 3 euros. Só não me perguntem o que eu comi que não tenho ideia. Sei que era algo com arroz e uma salada. Até agora, não morri.
Depois, na mesa de matraquilhos, ou kicka, ou fla-flu, conheci o Paulo. Brasileiro também. Nascido em Belém, viveu no Rio e em Goiás. Dá para ver que era um cara bem humilde, daqueles que se viram. Agora, mora aqui já faz algum tempo, aprende francês no Gaia e, segundo ele mesmo, faz coisas que, no Brasil, jamais faria.
Saindo do Gaia, foram todos ao Típica. Eu até fui, mas me senti meio por fora e vim para casa dormir.
Já na sexta a noite, saí com a Ana e a Aude, que está de volta à Lisboa. Fomos ao Boca do Inferno, um bar de rock. Acabamos por conhecer o dono do lugar, o Chico. Ele é super fã de CPM22 e toca numa banda chamada Fitacola. Estranho ele achar que o CPM era uma espécie de Xutos e Pontapés brasileiros. Os Xutos são os reis de Portugal, uma espécie de Rolling Stones lusos. E piorados.
Tirando isso, passei o resto do fim de semana em casa. As gurias foram ao Porto, estava sozinho. Cozinhei carne para mim, duas vezes. Batatas também. Esse fim de semana comi bem demais. E demais. Pelo menos fiz meus trabalhos, ou a maioria. Não aguento mais a faculdade. O IADE é a única que ainda não encerrou as atividades.
Durante meu tempo sozinho nesse fim de semana, desejei bastante que ficasse assim até minha ida para o Brasil. Ficar sem ninguém é bom de vez em quando. Mas, agora de tarde, o Johaness, meu futuro colega de quarto, veio até aqui deixar umas coisas. Ele e a namorada se mudam amanhã.
Eu até que gostei dele, conversei de verdade pela primeira vez agora. Mas eu preferia as gurias. Nos já nos conhecemos, já sabemos como nos tratar. Mas não tenho escolha. Pelo menos eu não estou me mudando amanhã também.
E agora me dou conta. Tenho mais o próximo fim-de-semana, que viajo com a Tuna, e mais um. Na sexta-feira depois disso, já embarco para Dresden. É isso, chegando aos finalmentes.

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