domingo, 29 de novembro de 2009
Diario de Viagem - 1o dia em Dublin
E sem acentos, porque estou numa lan house e nao me acertei com o teclado.
Quinta feira, 25 de novembro
Tenho que admitir: quando cheguei em Dublin me decepcionei. Esperava uma cidade totalmente diferente. Esperava uma cidade de pubs e rua pequenas. Ao inves disso, uma cidade de grandes avenidas e transito rapido.
Cheguei no hostel e me instalei. Ele e bem diferente do Travellers House, onde fiquei em Lisboa. E menos aconchegante, menos amigavel. Mas as instalacoes sao legais. Nao vou ficar mal.
Entao sai para caminhar. So ai me dei conta que meu cansaco podia ser a causa da cidade nao ter me agradado. Tinha dormido a 1:00 e acordado as 6:00; minha unica refeicao tinha sido um iogurte de manha; e tinha toda a funcao do aeroporto.
Mas quando cheguei na regiao do Temple Bar vi que Dublin e muito legal.
Essa, como se pode imaginar, e a regiao dos bares. E aqui sim: ruas pequenas e pubs. (nota: descobri depois que o nome nao tem nada a ver com os bares. e anterior a eles)
Caminhei bastante e acabei encontrando a Christ Chapel. E uma igreja muito bacana. Foi construida ainda na epoca dos vikings. Hoje, o que resta dessa epoca e nada, mas o predio atual e lindo.
Depois do passeio, era noite. Sim, 17:00 e noite. Entrei em um dos pubs, o Auld Dubliner para jantar. Comi um belo de um steak com uma Paulaner. Bom demais. Na verdade, quando comecei a escrever, esperava por ele; mas agora sei: bom demais.
Ao fundo, uma dupla tocando musica tradicional. Um clima maravilhoso. Poderia comer sempre em pubs.
Foi agora, na hora de pagar, que tive uma bela surpresa. Apesar da Caixa Geral me falar que funcionaria, meu cartao nao funciona aqui. Isso significa que tive que correr ate o hostel para pegar meu cartao do Banco do Brasil.
Agora, voltei ao pub e paguei. Pedi uma tipica Guiness, para acompanhar minha escrita.
Se antes nao tinha gostado, o cair da noite em Dublin me conquistou. Acho que aqui e assim: a vida comeca quando o sol acaba.
(meu tempo na lan house esta acabando. vou atualizando na medida do possivel.)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Amanhã, Dublin
Caminhando hoje, indo para a faculdade, me dei conta de que vai ser muito legal. Estou muito curioso para conhecer Dublin, meu primeiro destino. Algo me diz que vou adorar. Depois vem Londres e Paris, cidades que nem precisaria comentar. São centros de tudo. Realmente, vai ser demais.
E é isso. Tirando aprontar minha viagem, não fiz muito. Recebi um trabalho segunda, que era para entregar hoje. Fiz uma prova hoje, barbadinha. Aprontei tudo.
Agora é só botar os pés para cima e relaxar. Ou melhor, não por os pés para cima, mas sim sair caminhando por ai. Estou bem animado com amanhã. E bem animado com as próximas semanas.
E, por um bom motivo, ficarei longe por um tempo. A última coisa que quero é escrever por aqui, porque, se não o fizer, significa que estarei na rua fazendo algo divertido.
Então, é isso aí, nos falamos dia 12 de Dezembro.
domingo, 22 de novembro de 2009
Depois do trabalho, descanso
Naquela noite, saí com o Grega. Ficamos rodando pelos bares do Bairro Alto, sem muito onde ir. Foi uma noite bem divertida. Acabamos em uma festa meio estranha.
Na sexta, acordei e fui até o Colombo, o maior shopping daqui. Meu plano era ir atrás de uma mala para a minha viagem. Não sei porque, mas só me ofereceram Samsonite. Acho que vou acabar ficando com uma que vi na quinta, quando por acaso passei numa loja na Baixa.
Depois da busca sem resultados, a noite, fui com a Johanna e o Grega até a casa da Ana. Lá, mais a Minna e duas amigas finlandesas, a Aude e seus colegas de apartamento da França e Bélgica. Mais tarde, no Miradouro de Alcântara, encontrei o Kasper e as meninas da ESPM. Ficamos com esse pessoal até depois do Bairro fechar. Foi uma noite bem divertida.
Então, no sábado, não saí de casa. A tarde, escrevi um texto para a minha cadeira de Técnicas Discursivas. Ficou legal, vou postar ele ali embaixo. A noite, não sai. Preferi ficar vendo algo no computador. Na verdade, meu plano era escrever, mas não consegui.
Hoje, no domingo, fui dar uma caminhada. Fui até o Miradouro de Alcântara onde, por acaso, encontrei o Kasper e a Veera, outros Erasmus lá do IADE. Fiquei um tempo falando com eles e depois tentei desenhar. Gosto de caminhar como hoje, ouvindo música, sem muito se preocupar com onde se está realmente indo.
Fui reparando nos muros e alguns grafites, gosto de tirar fotos disso. E, por estar com a camisa do Grêmio, fui parado algumas vezes por brasileiros. Um deles até mesmo me convidou para ir para Caiscais amanhã, mas não posso porque vou até a Ogilvy.
O mais estranho foi caminhar pelo Bairro Alto domingo de tarde. Sempre que vou lá, é lotado, barulhento. De tarde, parece uma cidade fantasma. Todas as portas e janelas fechadas, ninguem pelas ruas. É uma grande transformação do dia para a noite.
Agora, estava fechando o hostel para a minha viagem. Desisti de vez dos couchsurfers. Já achei lugares que aparentemente são legais para ir. Em Paris foi complicado. Pelo jeito lá não existem muitos hostels legais. Finalmente, só o que falta é minha mala mesmo. Mas pretende resolver isso amanhã de manhã.
Aqui, o texto que fiz:
Madrugada em claro
Mais um madrugada em claro. A rua está vazia, calma. O único som que escuto é o dos pingos de chuva martelando o telhado em ritmo contínuo. Dos vizinhos, não escuto mais nada. Agora descansam, depois de algumas horas de sexo barulhento que consegui acompanhar contra minha vontade. A minha casa vazia e escura. Tudo quieto, inerte. Apenas a luz sobre a minha mesa acesa, dando um clima sombrio. Móveis velhos, um sofá e uma poltrona encardidos na sala de estar, sem nenhum quadro ou foto. Livros espalhados pelo chão. Cheiro de velho, de antigo. Tudo é memória e nostalgia.
Ao canto da sala, eu enfrento meu dilema mais uma vez. É uma guerra que já dura semanas. Eu, escritor, não consigo escrever. Já me sentei aqui por horas e horas, mas a caneta nunca chega a tocar o papel. Ou melhor, toca. Faz rabiscos sem sentido, desenhos mal feitos, frases soltas desconexas, inícios que não dão em nada. São todos traços inúteis, me mostrando o quão incapaz eu sou, me mostrando como meu tempo é jogado fora cada vez que me sento nessa cadeira, a beira dessa mesa, com essa velha caneta em punho, com esse bloco em minha frente.
Sobre minha mesa, além do meu material de trabalho, duas garrafas de vinho. Uma cheia e uma vazia. Não consigo evitar, sempre me escapo com algum entorpecente. Mas parece que essa solução se esgotou. Nessas últimas semanas, já tentei de tudo. Álcool, drogas, sexo. Mas nada, absolutamente nada, consegue me fazer escrever. Então, depois de bebado, depois de chapado e depois do gozo; entre as garrafas, com a mulher ainda em minha cama, com meu cigarro ainda aceso, me vejo ainda nessa mesa, mas sem escrever.
As ideias se esgotaram. Os sentimentos se esgotaram. Eu me esgotei.
Todo escritor passa por isso, meus amigos diriam. Mas eu não tenho amigos. Já tive. Já dei festas, já tive amores, já tive fama, já tive algum dinheiro. Mas não tenho mais. Também já não fui manco e já não fui broxa. Mas hoje sou. E o que tenho agora são minhas garrafas de vinho, uma geladeira vazia e um monte de problemas. Só não tenho ideias.
Me levanto com meu cigarro. Vou até a janela e vejo um velho cachorro de rua se abrigando da chuva embaixo da grande figueira do outro lado da calçada. Vejo meu reflexo no vidro. Não me reconheço mais. Vejo, pelo reflexo, atrás de mim o único retrato que tenho em minha casa. É o retrato dela.
Rápido, volto para a minha cadeira. Troco o cigarro pela caneta.
É isso. Seus cabelos negros. Seus olhos grandes, profundos e azuis. Sua pele macia e branca. Seu pequeno par de seios. É isso. Nossas insandecidas noites. Nossos corpos se chocando. Nossas brigas. É isso. Sua fuga. É isso. A minha tranformação nisso que sou agora: velho, manco e broxa. Pior do que o cachorro da rua.
E assim, no meio da chuva, depois do sexo dos vizinhos, enquanto o cachorro descança debaixo da árvore, entre meus velhos móveis, entre meus velhos livros, sob a fraca luz sobre minha mesa, com a velha caneta, depois de alguns copos de vinho e depois de semanas em claro, eu ganhei. E, finalmente, minha caneta cruza o papel escrevendo a minha história.
sábado, 21 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Uma semana de trabalhos
Então, aí já se resume o resto da minha semana. Passei, até agora, a fazer trabalhos de tipo no computador e a mão, já que o professor quer que nos passemos um texto inteiro a mão, mais uma vez imitando a fonte. O meu problema foi que escolhi uma fonte muito difícil. O espaço entre as letras é estranho, de forma que nunca vou conseguir acertar.
Ontem, também acabei o trabalho da Heineken. A campanha ficou bem legal, ou melhor, vai ficar. A questão é que temos as ideias, mas nada gráfico pronto. Mais um professor que gostou bastante, disse que nosso raciocínio estava bem amarrado e correto.
Então, depois de finalmente apresentar isso e ter meus trabalhos para entregar hoje de manhã prontos, saí com o Grega, a Johanna e a irmã para tomarmos uma cerveja e conversar no miradouro perto de casa. A vista lá é bem bonita, mas prefiro de dia. De qualquer jeito, foi uma conversa legal e um bom jeito de esfiar a cabeça.
Depois de entregar tudo ontem e hoje, posso ter um tempo de cabeça fria. Para amanhã, combinei uma visita a Ogilvy, uma das agências de publicidade mais históricas. Infelizmente, não vou poder ver o setor criativo, mas de qualquer jeito vai ser legal. Quem me guiará é o Matias, amigo da Carô.
E semana que vem só tenho aula na quarta, já que a aula de segunda e terça é prática e não tem testes na semana de provas. Ou seja, acho que acho um tempo para matar minha viagem, na quinta.
Sobre ela, desisti dos couchsurfers. Mandei muitas mensagens e ninguem me respondia. Acho que não fiz o tipo deles. Assim, me faltam apenas duas coisas para a viagem: marcar um hostel e achar uma mala. Na verdade, acho que já tenho os dois, só falta reservar o hotel e comprar a mala. Mas, de forma ou outra, está tudo encaminhado.
Agora, então, mostro algumas partes do meu martírio dessa semana, meus trabalhos de tipo. Esse é o que fiz com um trecho do conto “O Cobrador”, escrito pelo Rubem Fonseca.
(para ver maior, é só clicar na imagem)


sábado, 14 de novembro de 2009
Dia de Magusto
Começando pela noite de terça, fiquei em casa acabando os três trabalhos que tinha para quarta. Um deles era fazer poesia concretista. Talvez fosse mais interessante se eu realmente acreditasse em Poesia Concretista. De qualquer jeito, aqui eu vou mostrar o que fiz.

Então, na quarta, mais um dia corrido. Tenho aula o dia inteiro. A tarde, é, sem dúvida, a parte mais cansativa. Tenho aula de Técnicas Discursivas. Essa cadeira consiste em fazer e interpretar textos, e daí, que surge a tal poesia concretista. Poderia ser uma aula muito interessante. A única coisa que estraga é a turma. É uma cadeira optativa, de forma que ninguem “precisa” estar lá. Mas o pessoal é assíduo, todo mundo vai sempre. Isso seria bom, se eles fossem para conversar. Essa aula cansa, me desculpem, pra cacete. Não consigo prestar atenção. Mas os trabalhos são divertidos.
À noite, tive uma aula sobre o Mercado Feminino. Bem interessante. Estamos pensando em uma cerveja focada em mulheres, chamada Heineken W. Agora, o trabalho tá tomando forma, depois de passar meu sábado na casa do Guillaume, meu colega francês. Finalmente tivemos algum resultado e quando os anúncios estiverem prontos, ponho aqui. Acho que vão ser bons.
Na quarta, para acabar o dia corrido, algumas coisas estragaram. Primeiro, a bateria ou carregador do meu laptop. Ele não quer mais carregar, de forma que não posso mais carregá-lo para lugar nenhum, já que só funciona na tomada. Depois, meu fone de ouvido, que estourou. Por fim, minha webcam, que mostra mais manchas do que qualquer coisa.
Então, acordei cedinho quinta-feira. Achei que a aula seria so para mostrar o andamento do trabalho de tipografia e voltar. Quem me dera. Tive uma manhã inteira aprendendo coisas que já sei sobre illustrator (um programa de design). Pelo menos, depois disso, pude mostrar meu trabalho de tipografia. O professor gostou bastante. Diz ele que tá impressionado, porque meus trabalhos estão anos-luz a frente do resto da turma. Talvez seja porque descobri que gosto bastante de tipo. Sempre achei que gostaria, mas nunca tinha tido aula alguma.
A tarde, fiquei em casa acabando trabalhos e me encontrei com o Guillaume a noite. Mas nada que rendesse muito. A noite foi divertida. A Johanna e o Grega iam ao Lux, o lugar mais “cool” de Lisboa ver algum show de algum DJ. Então cheguei depois do ensaio da Tuna e tinha um pessoal por aqui, amigos das gurias. Eram 2 portugueses e 2 italianos. Eu não sai, mas a conversa foi bem legal.
Então chegou a sexta-feira. Era dia de Magusto, então fiquei em casa tocando e ensaiando as músicas. Fiz algo que havia tempo não fazia: estudar música. Nesses últimos dias tenho tentado tocar algo mais jazz e bossa, então ontem resolvi estudar. Passei a tarde nisso.
A noite, o Magusto foi meio lento. No fim, foi pouca gente. Pelo jeito, o IADE é como a ESPM, onde ninguem se anima em ir a eventos da escola. Mas foi divertido, ao menos para o pessoal da Tuna. O Grega e a Johanna apareceram, mas chegaram 2 minutos depois da gente tocar. A Ana, a Minna e a Aüde também foram. Foi uma noite divertida, com castanhas e música pimba, daquelas bem bregas. Me falaram que isso é o típico bailarico portugues.
Hoje, no sábado, passei o dia no Guillaume, tratando de fazer nossa campanha para a Heineken W. Estamos chegando lá.
Agora o Grega está preparando uma janta para todos. Desde ontem, temos o namorado da Juleane e a irmã da Johanna por aqui. Isso, as vezes, parece um hostel. Mas nada que não se goste.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Passeio quase ao Jardim Estrela
Como já tinham me dito, esse não é um bairro legal. Eu admito que estava meio perdido quando cheguei lá e deu algum medo. A Ana quase foi parar lá, viu um apartamento. Aí descobriu que era a zona de prostituição. Ela tava certo. Martim Moniz é mesmo a zona de prostutuição. Ia pegar o elétrico, que passa lá e na frente de casa. Aí reparei que tava caminhando a duas horas sem carteira ou identificação.
No fim, também descobri que o tal bairro é bem perto aqui de casa. Mas não pretendo voltar tão cedo.
Depois disso, iria no Festival do Cano, ao qual acabei também não indo.
O pessoal que mora comigo resolveu ir junto. Chegamos lá no horário que era para ser, mas ele ia começar só em uma hora e que era pago. Desistimos e ficamos pelo Bairro Alto.
No domingo, saí com a Johanna e a Juleana para ver O Auto da Compadecida, que ia passar no Festival de Cinema Brasileiro aqui em Lisboa. O filme é muito bom, mas o cinema teve problemas técnicos. Assim, vimos metade e o som resolveu não funcionar.
Bem, esse foi o fim de semana.
Ontem, tive um dia tranquilo. De manhã, aula de Design Bidimensional. Essa cadeira é bem divertida, eu estou gostando bastante. A noite, fui mostrar um trabalho para Laboratório de Produção Publicitária. O professor lenhou toda a nossa ideia. Agora temos nada e temos que ter algo até amanhã.
Depois disso, ensaio da Tuna. Descobri que sexta-feira tem o Mangusto, uma festa organizada pelo grupo. Vamos tocar lá, como era de se esperar. Isso significa ter um uniforme do IADE. Já consegui os calções, agora tenho que ir atrás da camisa.
Hoje de manhã, tive mais bidimensional. Recebemos um grande trabalho, para o qual temos 3 semanas para realizar. Como eu vou viajar, tenho que fazer em 2. Mas nada que me assuste, eu acho que estou tendo um resultado legal.
Além disso, tenho procurado alguem para me receber em Dublin e Paris. Até agora tá complicado, parece que não agradei muito o pessoal do Couchsurfing.com. Mas estou tentando, acho que consigo alguma coisa até viajar. Acho não. Eu tenho que coseguir alguma coisa até viajar.





sábado, 7 de novembro de 2009
Viagem quase pronta
Dia 26 de novembro saio de Lisboa e vou para Dublin, na Irlanda. Lá, fico até dia 1º de dezembro, quando vou para Londres. Vou ficar com o Luis, que tá estudando na Inglaterra. Depois, no dia 6, saio para Paris, onde fico até dia 12. Mas o ponto alto está, sem dúvida, no dia 10 de dezembro. Estou com meu bilhete para o show do Sir Paul McCartney comprado. Acho que vai ser bem interesante mesmo.
Só ainda não achei onde ficar. Estou tentando achar alguns couchsurfers, ou seja, pessoas que estejam dispostas a me receber na casa delas e me apresentar as cidades. Até agora, não tive sucesso. Mas estou tentando.
Tirando isso, a quinta e a sexta foram normais. Para a quinta, tinha um dia todo planejado: ia acordar cedo, ir ao zoológico e fazer um trabalho. Como resolveram não me deixar dormir essa noite, acabei acordando só ao meio dia. Dessa forma, não fui ao zoológico e meu dia se resumiu a fazer trabalhos.
Ontem, acordei e fiquei um bom tempo resolvendo a viagem, encaixando passagens e tudo mais. Depois, fui para aula. A noite, tinha uma festa que achei que ia ser bem legal. Era de um italiano que ninguem conhece, mas todo mundo que eu falava ia lá. Cheguei, a festa estava cheia como nunca. Foi, no mínimo, decepcionante.
Hoje, acho que vou até o Jardim Estrela e depois até o Museu Nacional de Arte Antiga. A noite, tem o Festival do Cano, que é um evento que premia o pior da propaganda portuguesa. O bom da propaganda portuguesa já é ruim, quero ver como é a parte ruim.
Bem, é isso. Agora tenho mais ou menos 3 semanas para arranjar tudo para a minha viagem.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Trabalhos
Essa semana, a exemplo da anterior, não fiz muito. Pelo menos não ainda.
Na segunda, eu passei o dia inteiro fazendo um trabalho de Design Bidimensional. Ele consistia em olhar para o computador e passar um texto a mão. Ah, sim. Imitando a fonte do computador, com espaçamentos e entrelinhamentos certos. Ou seja, cada letra tinha um lugar milimetricamente certo.
Isso me tomou boa parte da tarde. Fiquei com uma bolha no dedo também, de ficar desenhando.E o melhor de tudo foi mostrar para o professor na terça e ouvir ele comentar que aquele era só um massacre básico inicial e não válido. O trabalho desses para valer vem em uma ou duas semanas.
Essa cadeira é bem interessante, mas vai dar trabalho.Já ontem, fiquei em casa de novo. Dessa vez, pesquisando sobre o fogo. Isso porque tinha que fazer um trabalho para a cadeira de hoje de manhã.
Já hoje, não fiquei em casa. Passei o dia na faculdade, em aulas. À tarde, entreguei meu texto colagem. Gostei bastante do resultado. Ele é feito de frases e palavras de textos de 6 autores. Ponho ele ali embaixo.Agora, acabei de chegar do ensaio da Tuna. Foi muito engraçado, porque éramos apenas 6. Assim, passamos mais tempo conversando bobagem do que tocando propriamente.
Agora, em homenagem às minhas tardes em casa, vou por alguns trabalhos.Esse primeiro, uma capa que fiz para Design Bidimensional. Ficou interessante, mas a impressão acabou com a brincadeira: desalinhou e mudou as cores.
O segundo, é o que passei fazendo na segunda. O tal texto à mão.
Por último, o texto colagem. É nhénhénhé, mas o melhor que consegui dos originais.
Teu beijo, minha senhora, me enoja.
E Jamais fui um apaixonado.
Mas estaria mentindo se disse que não gosto dos teus frutos.
E a memória me faz raivar, mas ardo por ti.
E, sim, apesar do escarro, ardo por ti.
As outras são apenas inseguras e desamparadas.
Inocentes, navegam em ritmo apaixonado.
Misturam seus delírios com um paraíso real.
São felizes meninas cheias de tristeza.
Porém tu é Rainha inatingível. Senhora da noite.
E ,ao luar da sua sensualidade, dentro de mim, um punhal, um incêndio.
E nosso corpo, um só, faz movimentos desfeitos em luz.
Após a noite, amanheço inocente. Com o prazer do gozo nas veias.
Me sinto teu soldado.
Mas ainda há o ódio. E te odeio.
Mas estaria mentindo se não dissesse:
te amo."
Minha viagem de fim de mês cada dia fica mais concreta. Talvez compre tudo hoje. Altos planos.
domingo, 1 de novembro de 2009
Na segunda-feira, passei a tarde em casa. A noite, fui ao ensaio da Tuna. Nesse dia, teve audição de novos membros. Foi péssimo. Realmente não sei cantar. Pelo menos o tocar violão me salvou. Agora estou, oficialmente dentro e já ganhei minha alcunha.
Na terça-feira, apresentei um trabalho de tipografia, que não botava fé alguma. O professor gostou bastante, porque disse que o nosso era um dos únicos com um conceito o que tornava uma forma comum, tinhamos apenas um cartaz, algo bem interessante e chamativo.
Já na quarta, a minha missão de comprar um violão acabou. Depois de dois dias dando de cara na porta fechada, finalmente consegui. Gostei bastante da compra, mas ainda não sei como vou levar de volta para o Brasil. A noite, acompanhei o jogo do Grêmio. Ótimos 3x1.
Na quinta-feira, íamos ao Museu da Comunicação, com a turma de Design Bidimensional. Não sei porque, mas não fomos. Ao invés disso, tivemos a manhã toda em função de tirar fotos de grafites e outros lugares onde a tipografia é bem distorcida.
Então veio o fim de semana. A sexeta-feira foi bem divertida. A noite, saí com a Ana e o Russel (namorado escocês dela). Era aniversário de um brasileiro que não conhecia. Por isso, nos encontramos no miradouro São Pedro, para comemorar. Éramos quatro brasileiros, três finlandesas, uma francesa e um escocês. O mais legal de tudo foi que, de repente, um grupo de fanfarra apareceu. Eles tinham até mesmo um trombone rosa. Foi muito divertido, porque um monte de gente se juntou para dançar e cantar.
No sábado, acordei e fiquei em casa. Tinha que acabar um texto para quarta-feira. Depois ponho ele aqui. É uma montagem de textos de Vinicius de Morais, Pessoa e outros. O resultado ficou razoável. Já de noite, fui jantar na casa das meninas da ESPM, porque era aniversário de uma delas. Depois fomos na Lux, que é a boate mais “cool” de Portugal e cujo dono é John Malkovich. A festa toda chique, com DJs e etc ficou bem atrás da simples reunião na Praça, sem dúvida alguma.
Então, hoje, domingo, não fiz nada demais. Tenho planejado uma viagem interessante, que deve sair em dezembro. Os planos são bons e, quando concretos, posto aqui.




