Agora a vida acadêmica começou de verdade. Já não vou mais ficar rodando por diversas cadeiras e turmas atrás de aulas interessantes para me decidir. Tenho minhas aulas mais ou menos certas. E comecei bem.
Ontem, segunda, tinha Design Bidimensional. Eu achava que o professor era meio mau encarado, meio mala. Mas, felizmente, estava bem enganado. Não peguei o nome dele (na verdade, não memorizei o nome de ninguém da turma), mas adorei as aulas que ele me deu, já que hoje, terça, tive uma segunda aula. Com certeza, ele entende de Design e quer passar o que sabe e aprendeu. Me lembrou um pouco o grande Max Lacher, da ESPM, que, mais do que ensinar conteúdo, tenta formar pessoas legais. Para se ter uma noção do nível desse professor, uma vez ele comprou um jogo de louça para um aluno, já que esse era meio timido e quieto. O objetivo era o tal aluno levar os pratos para casa e quebrar todos, mostrar um pouco de raiva, fazer algo diferente. Bem, acho que vou aprender bastante.
Além do professor, a turma é gente boa. Tem uma outra brasileira, de Londrina, mas não é de intercâmbio. Ela veio para cá com 12 anos, tanto que já fala o luso-portugues, não o tal “brasileiro”, como se fala por aqui.
Essa aula nos leva ao meu dia de hoje. Passei a tarde inteira fazendo um trabalho para essa cadeira. Era um trabalho bem bobo, na verdade. Consistia apenas em separar exemplos das 7 famílias tipográficas e achar uma forma diferente de apresentar. Passei a tarde toda fazendo recorte e colagem em cartolina. Me senti na 6ª série de novo. O pior de tudo é saber que eu tive uma ideia muito mais legal mas que não teria tempo de fazer, já que passarei o fim de semana fora.
Além disso, ontem entrei na Tuna do IADE. Uma Tuna, como eu não sabia até sexta, é um grupo musical folclórico. Cada universidade tem a sua e todas elas vão para encontros e festivais. O espírito é bem legal. Tem gente que tá aprendendo a tocar, gente que já sabe, gente que aprendeu lá. Quem chegar, pode participar e é bem recebido. Digo, eu fui, pelo menos. Agora, tenho ensaio as segundas e quartas, mas nenhum problema. O mais legal de tudo é que, na Tuna, se usa, sempre, uniforme da escola. E também tem as letras, que eu vou deixar vocês julgarem. Por exemplo, o refrão de Rapariga
Ai rapariga
Se fores ao monte
Vai p’lo carreiro
Que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado
Com os rapazes
Loucos por ti
Vê lá se algum tropeça
Ou ainda, Madalena
Chorar, como eu chorava
Ninguém pode chorar
Amar, como eu amava
Ninguém deve amar
Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
Mas ela me abandonou
E assim murchou em meu jardim
Essa linda flor
Bem, a mim parece meio bobo, meio “bundão”. Mas não posso falar. Português de Portugal, querendo ou não, sempre soa bundão hehe Em todo caso, apesar das letras e da simplicidade das músicas, imagino que vá gostar bastante da Tuna. Me falaram que, lá, é o verdadeiro espírito acadêmico, que é muito legal. Espero gostar e não me vejo não gostando.
Obs. : clique aqui e veja fotos da Tuna, para entender como é
Obs.: amanhã ponho internet em casa! três vivas.
Ontem, segunda, tinha Design Bidimensional. Eu achava que o professor era meio mau encarado, meio mala. Mas, felizmente, estava bem enganado. Não peguei o nome dele (na verdade, não memorizei o nome de ninguém da turma), mas adorei as aulas que ele me deu, já que hoje, terça, tive uma segunda aula. Com certeza, ele entende de Design e quer passar o que sabe e aprendeu. Me lembrou um pouco o grande Max Lacher, da ESPM, que, mais do que ensinar conteúdo, tenta formar pessoas legais. Para se ter uma noção do nível desse professor, uma vez ele comprou um jogo de louça para um aluno, já que esse era meio timido e quieto. O objetivo era o tal aluno levar os pratos para casa e quebrar todos, mostrar um pouco de raiva, fazer algo diferente. Bem, acho que vou aprender bastante.
Além do professor, a turma é gente boa. Tem uma outra brasileira, de Londrina, mas não é de intercâmbio. Ela veio para cá com 12 anos, tanto que já fala o luso-portugues, não o tal “brasileiro”, como se fala por aqui.
Essa aula nos leva ao meu dia de hoje. Passei a tarde inteira fazendo um trabalho para essa cadeira. Era um trabalho bem bobo, na verdade. Consistia apenas em separar exemplos das 7 famílias tipográficas e achar uma forma diferente de apresentar. Passei a tarde toda fazendo recorte e colagem em cartolina. Me senti na 6ª série de novo. O pior de tudo é saber que eu tive uma ideia muito mais legal mas que não teria tempo de fazer, já que passarei o fim de semana fora.
Além disso, ontem entrei na Tuna do IADE. Uma Tuna, como eu não sabia até sexta, é um grupo musical folclórico. Cada universidade tem a sua e todas elas vão para encontros e festivais. O espírito é bem legal. Tem gente que tá aprendendo a tocar, gente que já sabe, gente que aprendeu lá. Quem chegar, pode participar e é bem recebido. Digo, eu fui, pelo menos. Agora, tenho ensaio as segundas e quartas, mas nenhum problema. O mais legal de tudo é que, na Tuna, se usa, sempre, uniforme da escola. E também tem as letras, que eu vou deixar vocês julgarem. Por exemplo, o refrão de Rapariga
Ai rapariga
Se fores ao monte
Vai p’lo carreiro
Que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado
Com os rapazes
Loucos por ti
Vê lá se algum tropeça
Ou ainda, Madalena
Chorar, como eu chorava
Ninguém pode chorar
Amar, como eu amava
Ninguém deve amar
Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
Mas ela me abandonou
E assim murchou em meu jardim
Essa linda flor
Bem, a mim parece meio bobo, meio “bundão”. Mas não posso falar. Português de Portugal, querendo ou não, sempre soa bundão hehe Em todo caso, apesar das letras e da simplicidade das músicas, imagino que vá gostar bastante da Tuna. Me falaram que, lá, é o verdadeiro espírito acadêmico, que é muito legal. Espero gostar e não me vejo não gostando.
Obs. : clique aqui e veja fotos da Tuna, para entender como é
Obs.: amanhã ponho internet em casa! três vivas.
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