segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Em casa

No fim não sai com os flatmates. Fiquei pelo hostel e saí com uns brasileiros. Entre eles, dois gremistas de Porto Alegre. Bem legais os caras. Lourenço e Chico. Um deles até era aluno da ESPM. Fomos em um show de jazz bem legal, em um lugar que certamente vou passar a frequentar, o Onda Jazz. A banda era portuguesa, se chamava The Song Band. Era composta por piano, contrabaixo, bateria e trompete. Muito bom o show.
O problema era a companhia. Parecia que só eu estava lá para ouvir o conjunto. O resto bebia e gritava. O mais legal foi ouvir de uma das pessoas que ela adorava jazz e que, quando em Londres, infelizmente não tinha tido tempo para ir em um lugar como aquele, tão tradicional na capital britânica e “berço do jazz”. A nossa mesa atrapalhou bastante, a ponto de chegar perto de nos expulsarem de lá.
Enfim, saímos e fomos em direção da boate mais badalada de Portugal. Só em direção mesmo, porque queriam nos cobrar 250 euros a entrada, o que é o código para “não queremos você aqui”, já que a festa era 12. Foi bem divertido na verdade, aposto que melhor do que realmente entrar na festa.
No dia seguinte, então,comi meu primeiro peixe em terras portuguesas, em um lugar bem caseiro, chamado O Bacalhoeiro. Bom pra cacete. Sim. Usei um palavrão mesmo.
Depois do almoço, me mudei aqui para Alfama. A sensação de ter uma casa, um quarto e finalmente desfazer as malas é ótima. O pessoal aqui da casa é legal, todo mundo conversa bastante e não tem frescura quanto a cozinha e limpeza da casa. Todo mundo se ajuda.
Acho que só vou me complicar com a comida. A Juliane e a Johanna são vegetarianas e então rola bastante coisa mais natureba. No início vai ser ruim, mas com o tempo aprendo a comer grama também.
O único problema daqui é o sertanejo que a casa do lado ouve o dia todo. Bruno e Marrone e companhia.
A noite fui até o hostel. Aquele lugar é tão legal que me sinto entre amigos, não em uma casa com estranhos. Até mesmo vou me candidatar a alguma vaga por lá. Ontem era noite de PubCrawl, então passeamos por toda a região de bares. Foi bem divertido.
A volta foi meu teste, afinal de contas tive que fazer a pé, já que o transporte público para a 1:30 aqui. Não é longe, mas é lomba acima. Em todo caso, dá para matar no peito. Chegando, descobri que a Johanna, que mora comigo, estava no hospital. Aparentemente, ela foi descer a escada e caiu. Agora tá de pé enfaixado por três semanas.
Hoje, então, fomos até a praia, aproveitar o dia maravilhoso que estava fazendo. O plano era sair as dez da manhã. Saímos as duas e meia. Então acabamos mudando de praia, porque a que íamos era mais longe. Chegamos lá e, diferente daqui de Lisboa, o tempo estava horrível, totalmente nublado e um pouco frio.
De qualquer forma, eu achei bom. Sentamos e ficamos quietos. Eu desenhei, o pessoal ficou lendo. Pode não ter sido o melhor dia de praia, mas pelo menos foi relaxante.
Agora a noite, vamos ficar em casa. O Grega vai assar algumas pizzas. Pela primeira vez aqui, vou ficar em casa, sem sair. Isso é bom, porque desde ontem, eu realmente tenho uma casa.


Bom, não consegui postar o que escrevi ontem, porque ainda não temos internet em casa.

As pizzas estavam ótimas. O bom de morar com vegetarianas é que se come bastante coisa diferente. A pizza tinha um monte de coisa estranha, mas fazer o que? Estavam boas no fim. Depois delas, ficamos em casa mesmo. Primeira vez que fiz isso desde que cheguei em Lisboa.
Hoje, não sai de casa. O dia foi chuvoso então passei o dia vendo séries. De almoço, comi uma massa ao pesto com maças que o namorado da Johanna fez. Boa demais tambem.
Amanhã, reunião de novos alunos no IADE. Espero que goste de tudo, da escola e das pessoas.

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