quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Caroneiro

Depois de se passar um tempo na Europa tu acaba descobrindo o que é a IKEA. Principalmente depois de ir a uma IKEA. Todo mundo tem móveis, talheres, quadros, espelhos, utensílios de lá. Não existe uma casa que não tenha nada da loja.
Hoje foi minha vez. Ao invés de passar o dia com o trote, como planejei, acabei indo lá, já que faltavam algumas coisas para a casa. A loja é imensa. Mas, no fim das contas, não é tão legal. Não para mim, que não sou de fazer compras ou de caminhar por lojas do tamanho de um estádio de futebol.
Em todo caso, o que valeu a ida foi a volta.
Sáimos com várias coisas embaixo do braço. Meus braços, por exemplo, ainda doem de carregar um armário para o quarto da Juleana. Erramos a parada do ônibus par Lisboa duas vezes, já que a loja é em Amadora, ou coisa assim. Perdemos a linha da IKEA. Assim, nossa opção era ficar um bom tempo nada parada mesmo.
Nisso, a Juleana resolveu pedir carona. Lá foi ela. Ficou um bom tempo, conosco rindo e ela de braço estendido.
Até que um carro parou. E nos disse para entrarmos.
Olhei para o Grega e disse: ou isso vai ser engraçado, ou perdemos um rim hoje.
No fim foi engraçado. O nome do cara era João, nascido em Porto mas há um ano e meio morando em Lisboa. Ele é piloto da TAP. O João acabou nos trazendo para casa, não nos deixando na estação de metro perto da casa dele. Só aceitamos isso com a condição de ele parar e jantar conosco.
Conversmos bastanta e acabamos indo para um boteco aqui perto. Agora, daqui a pouco somos capazes de encontrarmos ele no Bairro Alto. Mas algo bem rápido, porque amanhã ele voa para Munique. Legal isso. Deu vontade de ir até algum lugar só de carona. Conhecer gente, ver gente, ouvir histórias.

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