A vida em Munique é boa. Não tem como negar. Passei um ótimo fim de semana lá. Resumo ele em duas palavras: comer e dormir.
Saí na madrugada de quinta para sexta daqui de casa. Fui bem cedo para o aeroporto. Mesmo o voo sendo as 6.00, cheguei lá as 3.00. Afinal de contas, não mudaria muito ficar fazendo tempo aqui ou lá. No fim, gostei da opção. As 3.00 da manhã aquele aeroporto é muito vazio. O que é bom. Fiquei as 3 horas que me sobraram desenhando e ouvindo música. Talvez melhor do que qualquer coisa que encontrasse para fazer em casa.
Então cheguei em Munique as 10.00 da manhã de lá. Na porta, meu pai, todo felizão. Ele acha que engana com a história de que "estaria muito cansado indo direto para China". Não engana ninguém: a pausa em Munique foi mesmo para ver a prole.
Chegando em Karsfeld, a recepção foi ótima. Por ótimo se entenda uma boa duma pretzel.
Ai eu e o pai ficamos em casa o dia todo. Depois das pretzels, tomamos uma sopa de almoço e dormimos, afinal de contas, o estômago cheio é para isso mesmo. Ao acordar, como não se poderia imaginar diferente, comemos. A tia Lore havia feito uma torta de ameixas maravilhosa.
Então fizemos tempo para ir buscar o Mano, que chegava de noite. No meio tempo, fiquei tocando com o Andy. Até que chegou a hora de ir até a Bahnhof e buscar o tal garoto.
Na volta, pizza e, depois, cama. Viram? Comer e dormir.
No dia seguinte, nós três e o Andy demos uma saída. Obviamente, não antes do clássico café da manhã pretzels e ovo. Fomos até o centro de Munique. Lá, quis ver o preço dos violões, para ver se algo realmente valia a pena. Não valia. Mas deu para ver outras coisas-legais-que-ainda-comprarei, como um Ukelele e um sintetizador.
Depois dali, a clássica e indispensável Hofbrauhaus. Lá, uma Weissbier.
Então voltamos para a pequenina Karlsfeld, onde comemos no mesmo restaurante caseiro perdido no meio da floresta que havíamos comido na última vez que estive lá. Dessa vez, ao invés de um Lebakes (ou como quer que se escreva) um Schnitzel (ou como quer que se escreva). De sobremesa, provamos umas tortas típicas.
Aí já era hora de voltar, porque meu pai tinha que arrumar as coisas para o voo para a China. Podemos dizer que isso não foi o ponto alto do dia. Logo depois de ele sair para o aeroporto, para o qual foi sozinho, de trem; reparamos que ele tinha esquecido algo que ele quase nem usaria: o celular. Foi algo meio que "Santa Memória Batman! Ele esqueceu o celular! / Para o Batmóvel Robin!" Em 20minutos, estávamos lá. Sim, fazer ao aeroporto em 20minutos é muito rápido.
Dali, voltamos para a casa e jantamos uma maravilhosa massa com molho de tomate. Agora me lembro que esqueci de anotar a receita do molho, coisa que valeria a pena.
Hoje, acordei e vim para Lisboa, sem fazer muito. O voo foi tranquilo. De lá, para casa, daonde não sai e não pretendo. Ao invés disso, achei umas passagens interessantes na internet e vi o calendário acadêmico. Talvez tenha planos legais em breve.
Queria deixar aqui um agradecimento especial. A Rafa por ter mandado a biografia do Cash em quadrinhos (autografada!); à vó Marília pela luva de cozinha e aquele-envelope-que-não-comentarei; à minha mãe pelo caderno da Perestroika; e à vó Trude pelos biscoitos de Natal adiantado. E claro, pelo meu pai por ter servido de entregador.












