domingo, 25 de outubro de 2009

Munique com o Pai

A vida em Munique é boa. Não tem como negar. Passei um ótimo fim de semana lá. Resumo ele em duas palavras: comer e dormir.


Saí na madrugada de quinta para sexta daqui de casa. Fui bem cedo para o aeroporto. Mesmo o voo sendo as 6.00, cheguei lá as 3.00. Afinal de contas, não mudaria muito ficar fazendo tempo aqui ou lá. No fim, gostei da opção. As 3.00 da manhã aquele aeroporto é muito vazio. O que é bom. Fiquei as 3 horas que me sobraram desenhando e ouvindo música. Talvez melhor do que qualquer coisa que encontrasse para fazer em casa.




Então cheguei em Munique as 10.00 da manhã de lá. Na porta, meu pai, todo felizão. Ele acha que engana com a história de que "estaria muito cansado indo direto para China". Não engana ninguém: a pausa em Munique foi mesmo para ver a prole.


Chegando em Karsfeld, a recepção foi ótima. Por ótimo se entenda uma boa duma pretzel.


Ai eu e o pai ficamos em casa o dia todo. Depois das pretzels, tomamos uma sopa de almoço e dormimos, afinal de contas, o estômago cheio é para isso mesmo. Ao acordar, como não se poderia imaginar diferente, comemos. A tia Lore havia feito uma torta de ameixas maravilhosa.


Então fizemos tempo para ir buscar o Mano, que chegava de noite. No meio tempo, fiquei tocando com o Andy. Até que chegou a hora de ir até a Bahnhof e buscar o tal garoto.


Na volta, pizza e, depois, cama. Viram? Comer e dormir.




No dia seguinte, nós três e o Andy demos uma saída. Obviamente, não antes do clássico café da manhã pretzels e ovo. Fomos até o centro de Munique. Lá, quis ver o preço dos violões, para ver se algo realmente valia a pena. Não valia. Mas deu para ver outras coisas-legais-que-ainda-comprarei, como um Ukelele e um sintetizador.


Depois dali, a clássica e indispensável Hofbrauhaus. Lá, uma Weissbier.


Então voltamos para a pequenina Karlsfeld, onde comemos no mesmo restaurante caseiro perdido no meio da floresta que havíamos comido na última vez que estive lá. Dessa vez, ao invés de um Lebakes (ou como quer que se escreva) um Schnitzel (ou como quer que se escreva). De sobremesa, provamos umas tortas típicas.


Aí já era hora de voltar, porque meu pai tinha que arrumar as coisas para o voo para a China. Podemos dizer que isso não foi o ponto alto do dia. Logo depois de ele sair para o aeroporto, para o qual foi sozinho, de trem; reparamos que ele tinha esquecido algo que ele quase nem usaria: o celular. Foi algo meio que "Santa Memória Batman! Ele esqueceu o celular! / Para o Batmóvel Robin!" Em 20minutos, estávamos lá. Sim, fazer ao aeroporto em 20minutos é muito rápido.


Dali, voltamos para a casa e jantamos uma maravilhosa massa com molho de tomate. Agora me lembro que esqueci de anotar a receita do molho, coisa que valeria a pena.


Hoje, acordei e vim para Lisboa, sem fazer muito. O voo foi tranquilo. De lá, para casa, daonde não sai e não pretendo. Ao invés disso, achei umas passagens interessantes na internet e vi o calendário acadêmico. Talvez tenha planos legais em breve.



Queria deixar aqui um agradecimento especial. A Rafa por ter mandado a biografia do Cash em quadrinhos (autografada!); à vó Marília pela luva de cozinha e aquele-envelope-que-não-comentarei; à minha mãe pelo caderno da Perestroika; e à vó Trude pelos biscoitos de Natal adiantado. E claro, pelo meu pai por ter servido de entregador.





quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Jogo do Benfica

Então, ontem tive um dia péssimo.

Pela manhã fui para a aula de Ciência do Design, que foi boa. (Por falar nela, alguém sabe porque alimentos integrais são mais saudáveis do os que não são? Vale um pirulito) Imaginei eu que, enquanto estava lá, os caras da Sapo, companhia de internet, vinham aqui em casa instalar a nossa. O Grega passou a manhã esperando. No almoço, apareci em casa, para ver se tinha tudo corrido bem. A verdade, é que nada tinha corrido. Eles não tinham aparecido ou ligado. Ok, vamos esperar.

Esperamos e ligamos umas 3 vezes. Até que o crédito dos nossos celulares acabou porque, aqui, as chamadas para a companhia telefônica são pagas. E bem pagas.

Enfim, perdi a aula da tarde porque o Grega teria que sair. Passei a tarde esperando.

Até que me enchi e fui até a loja. Lá, fiquei sabendo que eles, aparentemente, “tentaram contato” mas o telefone estava desligado/ocupado. Mentira. Eu e o Grega passamos muito tempo (uma mão cheia!) ao lado do celular e nada. Bem, então acabei sem internet e eles só vem na segunda-feira.

A noite, tive mais um ensaio da Tuna. Bem rapidinho, porque tinha aula até a metade dele. Além de rápido, ruim. Foi um daqueles dias que ninguém se acertava.

De qualquer forma, eu gostei do clima. Já me sinto parte da Tuna e tudo mais. Tenho uma alcunha já, ou um projeto de alcunha.

Depois disso, peguei chuva. E muita chuva. Assim, chovia tudo o que choveu em Porto Alegre desde que saí. Mas em 3 horas.

No elétrico para casa, encontrei a Margarida, uma amiga do Grega. Casualmente, ela vinha para a nossa casa. Aqui, o Grega fez uma coisa estranha, mas boa. Uma espécie de torta/pastelão com vegetais e tofu. Bem bom, a não ser pelo tofu. Para acompanhar, os vinhos que a Margarida trouxe.

Já hoje, as coisas foram mais divertidas.

Tive que fazer meu trabalho de tipografia e tudo mais. Ok, isso não é divertido.

Depois, fui ao Estádio da Luz, ver o jogo do Benfica x Everton, da Inglaterra, pela UEFA League.

Já na ida, vi que preferia sentar com os ingleses. No Metro, tinha muita gente indo para o jogo, mas, obviamente, menos ingleses. Todavia, os britanicos simplesmente não paravam quietos. Foram todo o percurso cantando e gritando. Melhor que os portugueses, quietos conversando no seu canto.

No estádio, antes do jogo, a mesma coisa. A torcida do Everton calou o Estádio da Luz diversas vezes. Os lusos, no máximo, assoviavam para calar os ingleses. Na verdade, me lembrou o Beira-Rio. Muita gente de vermelho, mas os de azul cantando mais alto.

Além disso, o estádio parecia bem vazio. Pensei no horário, 6.00 da tarde de uma quinta. Mas mesmo assim, uma partida de nível continental. Depois fui ver que a questão é que o estádio é enorme, lá estavam 44.000 pessoas. Outra coisa legal, foi a águia, simbolo do time, que voa pelo gramado antes do jogo.

O jogo em si, foi bom. O Benfica joga bonito e tem um timão. Nele, peças como Aimar, Saviola (Seleção Argentina) e Luisão e Ramires (Seleção Brasileira). Com isso, o time atropelou. Foi um 5 x 0, sendo que 3 deles nos primeiros 6 minutos do segundo tempo. Vitória incontestável.

No fim das contas, foi um dia divertido. Mas é estranho ir num estádio que não seja o Olímpico, com as músicas e o clima de Olímpico. O time pode ser pior, sem dúvida, mas o Gremio é com certeza maior que o Benfica, se entendem o que quero dizer.

E amanhã, as 6.00 da manhã, vou para Munique!

(então fico sem internet até domingo ou segunda)






Agora, fotos do jogo








terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tuna

Agora a vida acadêmica começou de verdade. Já não vou mais ficar rodando por diversas cadeiras e turmas atrás de aulas interessantes para me decidir. Tenho minhas aulas mais ou menos certas. E comecei bem.
Ontem, segunda, tinha Design Bidimensional. Eu achava que o professor era meio mau encarado, meio mala. Mas, felizmente, estava bem enganado. Não peguei o nome dele (na verdade, não memorizei o nome de ninguém da turma), mas adorei as aulas que ele me deu, já que hoje, terça, tive uma segunda aula. Com certeza, ele entende de Design e quer passar o que sabe e aprendeu. Me lembrou um pouco o grande Max Lacher, da ESPM, que, mais do que ensinar conteúdo, tenta formar pessoas legais. Para se ter uma noção do nível desse professor, uma vez ele comprou um jogo de louça para um aluno, já que esse era meio timido e quieto. O objetivo era o tal aluno levar os pratos para casa e quebrar todos, mostrar um pouco de raiva, fazer algo diferente. Bem, acho que vou aprender bastante.
Além do professor, a turma é gente boa. Tem uma outra brasileira, de Londrina, mas não é de intercâmbio. Ela veio para cá com 12 anos, tanto que já fala o luso-portugues, não o tal “brasileiro”, como se fala por aqui.
Essa aula nos leva ao meu dia de hoje. Passei a tarde inteira fazendo um trabalho para essa cadeira. Era um trabalho bem bobo, na verdade. Consistia apenas em separar exemplos das 7 famílias tipográficas e achar uma forma diferente de apresentar. Passei a tarde toda fazendo recorte e colagem em cartolina. Me senti na 6ª série de novo. O pior de tudo é saber que eu tive uma ideia muito mais legal mas que não teria tempo de fazer, já que passarei o fim de semana fora.
Além disso, ontem entrei na Tuna do IADE. Uma Tuna, como eu não sabia até sexta, é um grupo musical folclórico. Cada universidade tem a sua e todas elas vão para encontros e festivais. O espírito é bem legal. Tem gente que tá aprendendo a tocar, gente que já sabe, gente que aprendeu lá. Quem chegar, pode participar e é bem recebido. Digo, eu fui, pelo menos. Agora, tenho ensaio as segundas e quartas, mas nenhum problema. O mais legal de tudo é que, na Tuna, se usa, sempre, uniforme da escola. E também tem as letras, que eu vou deixar vocês julgarem. Por exemplo, o refrão de Rapariga
Ai rapariga
Se fores ao monte
Vai p’lo carreiro
Que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado
Com os rapazes
Loucos por ti
Vê lá se algum tropeça

Ou ainda, Madalena

Chorar, como eu chorava
Ninguém pode chorar
Amar, como eu amava
Ninguém deve amar

Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
Mas ela me abandonou
E assim murchou em meu jardim
Essa linda flor


Bem, a mim parece meio bobo, meio “bundão”. Mas não posso falar. Português de Portugal, querendo ou não, sempre soa bundão hehe Em todo caso, apesar das letras e da simplicidade das músicas, imagino que vá gostar bastante da Tuna. Me falaram que, lá, é o verdadeiro espírito acadêmico, que é muito legal. Espero gostar e não me vejo não gostando.

Obs. : clique aqui e veja fotos da Tuna, para entender como é

Obs.: amanhã ponho internet em casa! três vivas.

domingo, 18 de outubro de 2009

Museu Gulbenkian

Geralmente, nada demais acontece de um dia para o outro. Seguindo essa lógica, não teria o que escrever hoje.


Ontem passei o dia inteiro em casa mesmo. A noite, depois de jantar salada, resultado de pressão vegetariana, me enfurnei no segundo andar do meu quarto. Lá, seguindo a lógica do dia, fiz nada de útil. Vi algumas séries, li uma parte de um livro do Bukowski, que em portugues daqui fica bem bundão. Vejam, nada demais para contar.


Mas para não ficar com pinta de inútil, hoje resolvi sair.


Passei o dia inteiro na Fundação Calouste Gulbenkian. Ok, mas que porra é essa?


Comecemos pelo nome. O Sr. Gulbenkian é um turco, nascido no ano de 1869. Menino de berço, era apreciador de artes e começou sua modesta coleção aos 14 anos, quando comprou umas moedas em um mercado local. A partir dali, não parou. Quando mais velho, se tornou acionista majoritário do Banco Nacional da Turquia e, se já não bastasse, detinha 5% de corporações de petróleo. Isso tudo, imagino eu, fazia com que ele não tivesse qualquer tipo de restrição financeira. Assim, o que acontece é que, ao longo de sua vida, Calouste colecionou cerca de 6000 objetos de arte.


Após sua morte, como ele não havia decidido o que fazer com todo o acervo, apenas sabia que queria todas as peças sob um mesmo teto, foi criada a tal fundação, que fica em Portugal por ser o país em que ele viveu durante a Grande Guerra.


Bom, então, depois da explicação histórica e sem muita fundamentação, voltemos para meu dia.


Depois de tomar um café, cheguei na tal fundação. O terreno é imenso. Entrei no primeiro prédio e vi que tinha uma exposição de ArtDeco. Esse estilo não faz meu tipo, mas fui ver como era. Mais interessante é que, sem querer, entrei pela saída o que me fez não pagar. Lá dentro, descobri que era uma exposição homenageando a exposição parisiense de 1925, que foi um marco para o estilo. Havia de tudo. Cadeiras, jóias, tapetes, talheres, livros.Tudo muito luxuoso, se fazendo uso de prata, ouro e vidro. Duas peças me chamaram bastante atenção. A primeira uma pintura de uma pantera, feita por um artista chamadou Jouve. A segunda de um cara que passei a admirar demais, o Lalique, com a peça Andorinhas. Infelizmente, não achei imagem de nenhuma.


Daí, fui ver a exposição permanente do Museu Calouste Gulbenkian. Dei sorte, porque domingos a entrada é livre, mas não havia uma multidão lá.


A ordem é mais ou menos cronológica. Assim, começamos com Arte Egípcia, passamos por GrecoRomana, Mesopotamia e Oriente Islâmico. Tem muita coisa maravilhosa por lá. Pensar que as peças foram feitas a 5000 anos, no caso das obras do Egito, ou ver que aquele vaso que está na tua frente foi feito na Grécia, a mesma que se estuda na aula de história é uma sensação interessante. A arte do oriente islâmica também é demais. Predominam os azuis, principalmente nas porcelanas. Mas o que mais chama a atenção é que tudo é extremamente detalhado e feito a mão. É mesmo impressionante.



Depois disso, passei pela arte do Extremo Oriente e cheguei aos europeus.


Nunca gostei de arte sacra, mas hoje vi umas bíblias e cadernos medievais. Eles são muito bonitos. Assim como a arte oriental, tem um nível de detalhismo e capricho incrível.


Então começaram as pinturas. Lá, os grandes chavões. Rembrandt, Monet, Degas,Renoir. Essa sessão dispensa comentários.


Para finalizar, tinha uma sessão dedicada apenas ao Lalique. Em termos básicos, o cara é bom. O jeito com que o metal, vidro ou qualquer que seja o material se curva e se torna delicado é impressionante.


Saindo do Museu, descobri que esse é cercado por um grande parque. Lá, famílias passam o domingo, assim como casais de namorados e grupos de amigos. O parque é bem calmo e pacífico. Alguns lagos, alguns patos.


Tenho certeza de que volto lá ainda, para um café ou uma leitura que seja.


Tentei por algumas fotos aqui, das obras que tinha gostado mais. Não sei porque, o site não aceitou. A quem interessar, o site da fundação, com fotos do acervo, se encontra aqui



sábado, 17 de outubro de 2009

Primeira Semana Acadêmica

Se segunda-feira eu fiquei desanimado com as aulas, depois da semana acabar, o cenário é outro. Esses últimos dias eu assisti muita aula. Acho que umas 15 ou 16. Foi cansativo pra caramba, para dispensar o palavrão. Mas, agora, pelo menos eu consegui ver que vou ter uns ótimos professores e umas aulas muito boas. E, acima de tudo, não vou me atolar de matéria, para ver se aproveito um pouco por aqui.
No fim, me decidi que terei 5 aulas, no máximo.
Duas do curso de design, duas do de marketing e uma do mestrado em publicidade.
As de design são Bidimensional e Ciencia aplicada. A primeira trata de design gráfico básico: tipografia e cor, basicamente. Para mim é bem interessante porque é o tipo de coisa que não consigo fazer no Brasil, não na ESPM. A segunda, é coisa de nerd mesmo. Basicamente, física e química. O professor, Paulo, é muito bom e se mostra interessado nos alunos. Toda semana temos que responder uma questão. A dessa é: o que aconteceria se a terra parasse?
As de marketing são Técnicas Discursivas e Briefing e Processo Criativo. Técnicas discursivas é escrever, escrever, escrever. O que vai ser bem interessante, porque a professora disse que se foca em escrita criativa, não necessariamente publicitária. Quem sabe apareço com alguns textos e contos que faço para a cadeira por aqui. Briefing e Processo é um geral sobre propaganda. O professor, que não guardei o nome, é redator e com passagens por grandes agências. Pelo que entendi, ele trabalhou na W/Brasil, justamente na época do clássico “Tem gente que acha que você é analfabeto e você nem desconfia”. Ele com certeza saca muito de propaganda. O único porém é o horário: sexta-feira, das 19.00 as 21.30 Em todo caso, vamos ver o que faço.
A cadeira de Mestrado é simplesmente demais. Laborátorio de Produção Publicitária. A gente vai ver propaganda e criatividade, mas com bastante mão na massa. O professor é completamente louco, o que dificulta as coisas para mim. Ele começa a falar e falar, cada vez mais rápido e rápido, até que começa a fazer alguns gestos e barulhos para exemplificar. O bom seria poder continuar com a cadeira ano que vem. Lá, eles irão fazer um projeto completo de campanha, para ser apresentado para clientes reais. Ou seja, um trabalho bem feito pode virar uma campanha real para um cliente como, digamos, Vodafone ou Coca Cola.
Ok, mas tirando aulas, o que se faz da vida?
Digamos que não se fez muito não essa semana. Como tentei fazer o máximo de cadeiras possíveis, passei quase todos os dias na faculdade. Descobri que posso comer na faculdade “rival” do IADE, o ISEG, por meros 2.20 euros, com bacalhau, sopa e sobremesa. Além disso, resolvi a internet. Quarta-feira instalam na minha casa. Além de tudo isso, as irmãs da Juleana tão por aqui. Assim, na quinta-feira fomos a praia, no Estoril. Essa vez sim, tivemos um dia ensolarado e bonito.
Ontem, na sexta, tive a última atividade das Praxis, o Jantar dos Calouros. Foi bem divertido. Descobri que existe uma coisa chamada Tuna Academica, que é como um grupo folclórico de cada universidade. Eles cantam e dançam e participam de concursos. O “maestro” (o nome não é bem esse) é um brasileiro também, Júlio. Podem ter certeza, no próximo ensaio estou lá. Só não sei o que vou fazer, porque o Angelo, aquele outro brasileiro, prometeu para todo mundo que iria tocar violino para eles. De qualquer forma, quando descobrir o que vou fazer lá, conto por aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Meu Fim de Semana

Então, depois que escrevi, nada demais aconteceu.
A sexta-feira foi interessante. Acordei cedo e fui direto para o trote. O dia inteiro foi granada e encheção de caso por parte dos veteranos. Caminhamos até o Rossio, que é a praça central e ponto turístico de Lisboa para o batismo. Foi bem legal. Todos os calouros/caloiros arranjaram o seu padrinho. Já tinha combinado com uma menina, mas na hora não a achei. Então, acabei afilhado da Mariana, que tá na foto ali de baixo.
Ela é brasileira de Minas Gerais, mas tá aqui já faz um tempo. O legal é que ela quer ser redatora também. Tem seu plano bem certo: se forma ano que vem, vai para SP fazer a Miami Ad School e depois até Hamburgo, para continuar a Miami. Se tudo der certo, é um bom plano.
Depois do batismo, fui almoçar com todo mundo. A comida não era ruim. Mas tudo teria sido muito melhor se os calouros pudessem usar talheres, afinal de contas, comer massa sem um garfo é ruim demais. No fim, deu certo. Os calouros que já tinham participado de outros almoços me ensinaram a comer com pão, para se sujar menos. Além disso, consegui usar um limão para empurrar a comida para o pão. No fim das contas, nem me sujei nada.
Seguindo, tivemos um Bailarico. Começou no salão do Mercado da Ribeira, onde havia sido o almoço. Foi muito engraçado, porque lá, as sextas-feiras, rola um baile de idosos. Assim, tinha um cara tocando teclado e músicas muito bregas, enquanto os casais dançavam. Os mais jovens entraram na brincadeira. Dançar Roberto Carlos é bem engraçado. Ficamos por ali só até o pessoal do restaurante ter tempo de organizar o outro salão. Lá sim, foi uma festa mais legal.
Tocou muita música legal, principalmente coisas antigas. Michael Jackson, MC Hammer, Prince. O mais legal foi quando o pessoal começou a pedir por Buraka. Eu não fazia ideia do que se tratava, mas quando tocou, todo mundo foi a loucura. Descobri que Buraka Som Sistema é uma banda portuguesa/angolana, que toca Kurundu, um ritmo africano. O que acontece é que essa banda é sucesso internacional, coisa rara com bandas lusas. Ai, todo mundo é fã por aqui.
Sábado, queria ir atrás de um violão, coisa que já tá fazendo muita falta por aqui. Acordei e fui até a Feira de Alfama, com a Juleane. Lá tinha um monte de quinquilharias. Me atraiu uma guitarra de fado, mas isso resolvo depois. Quando íamos ás lojas de música, descobri que tudo já havia fechado. Isso significa que tenho mais uma semana sem música por aqui.
A noite, saí com a Juleane. Fomos a uma festa bem estranha, de uma portuguesa/alemã que está indo para vonluntariado em Angola. Conversei bastante com a menina, Sara. Ela é bem legal, gostei da atitude dela. Além dela, algumas figuras como um mestre de capoeira de São Tomé e Príncipe. Foi bem divertida.
Domingo, não saí de casa. A não ser quando fui ao super mercado. Felizmente descobri que existe um bom por perto. Até aquele dia, só ia a um que odiava. Pequeno, bagunçado e cheio. Também descobri que meu cardápio, por algum tempo, vai se resumir a massa com algum molho. O que acontece é que, quando fui ao tal supermercado, comprei um pacote grande de massa e, até acabar, não vou ao super.
Hoje, segunda, tive meu primeiro dia de aulas. Fui para o IADE as 8 da manhã e cheguei as 8 da noite. Legal, muitas aulas o rapaz teve. Na verdade, não. De tudo que vi hoje, é capaz de eu só pegar uma das cadeiras, e isso depende do que achar das outras. Amanhã, mais aulas. Essa primeira semana vai ser puxada, porque posso fazer tudo o que quiser. Tentei ao máximo não ter aula nas sextas, para tentar viajar de vez em quando. Pelo jeito vai ser complicado. Em todo caso, uma aula não vai me impedir de viajar. O que pode fazer isso, quem sabe, é o dinheiro hehe





Aqui, a música do Buraka Som Sistema. Nessa, participação da cantora inglesa

http://www.youtube.com/watch?v=4CkXhtw7UNk&feature=youtube_gdata

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Caroneiro

Depois de se passar um tempo na Europa tu acaba descobrindo o que é a IKEA. Principalmente depois de ir a uma IKEA. Todo mundo tem móveis, talheres, quadros, espelhos, utensílios de lá. Não existe uma casa que não tenha nada da loja.
Hoje foi minha vez. Ao invés de passar o dia com o trote, como planejei, acabei indo lá, já que faltavam algumas coisas para a casa. A loja é imensa. Mas, no fim das contas, não é tão legal. Não para mim, que não sou de fazer compras ou de caminhar por lojas do tamanho de um estádio de futebol.
Em todo caso, o que valeu a ida foi a volta.
Sáimos com várias coisas embaixo do braço. Meus braços, por exemplo, ainda doem de carregar um armário para o quarto da Juleana. Erramos a parada do ônibus par Lisboa duas vezes, já que a loja é em Amadora, ou coisa assim. Perdemos a linha da IKEA. Assim, nossa opção era ficar um bom tempo nada parada mesmo.
Nisso, a Juleana resolveu pedir carona. Lá foi ela. Ficou um bom tempo, conosco rindo e ela de braço estendido.
Até que um carro parou. E nos disse para entrarmos.
Olhei para o Grega e disse: ou isso vai ser engraçado, ou perdemos um rim hoje.
No fim foi engraçado. O nome do cara era João, nascido em Porto mas há um ano e meio morando em Lisboa. Ele é piloto da TAP. O João acabou nos trazendo para casa, não nos deixando na estação de metro perto da casa dele. Só aceitamos isso com a condição de ele parar e jantar conosco.
Conversmos bastanta e acabamos indo para um boteco aqui perto. Agora, daqui a pouco somos capazes de encontrarmos ele no Bairro Alto. Mas algo bem rápido, porque amanhã ele voa para Munique. Legal isso. Deu vontade de ir até algum lugar só de carona. Conhecer gente, ver gente, ouvir histórias.

Praxis

A reunião do IADE não foi como planejada.

Eu tinha combinado de ir com a Ana, lá de Porto Alegre, para irmos juntos. Assim, nos acharíamos mais fácil pela faculdade e nos entenderíamos melhor com o pessoal. Chegamos bem cedo, uma meia hora antes do marcado. Na frente, uma bonita confusão. Eram os veteranos organizando o Praxis, o nosso trote.
Nós dois simplesmente seguimos o fluxo. Subímos até uma sala, depois de enfrentar duas filas nada legais, pagamos 8 euros e conseguimos um kit. Nele, camisa, manual do caloiro e um penico, para ser usado na cabeça.
Nos trajamos e fomos para a rua. Nossos rostos foram pintados e começamos a falar com o pessoal da comissão de Praxis. Encontramos dois brasileiros. A Mariana e o Alfredo, de Minas e São Paulo. Os dois foram muito legais.
Por aqui, o trote é melhor do que no Brasil. Existe sim aquela coisa de superioridade do veterano e subserviência do calouro. Só se chama os mais velhos por senhor. Se obedece tudo o que se fala. Mas, apesar de tudo, é sempre calmo. Não existe violência por parte dos mais velhos. Se um calouro quer sair, quer uma água, ir no banheiro, pode. Diferente de coisas que vi pela UFRGS. Aqui, claramente se busca uma integração.
Em todo caso, como não poderia deixar de ser, tudo se baseia na humilhação dos mais novos.
Gritaram tartaruga? Deita no chão e balança as pernas no ar.
Granada? Se joga e grita “mamãe! Mamãe! Tenho bolas de fogo saindo do cú”
Tirando isso, brincadeiras e jogos. Tem o cara que é o cuco, anda com um relógio no pescoço e, de tempos em tempos, grita as horas.
No fim, vai todo mundo para o Vasco, um bar que fica bem perto da faculdade. Lá, nada de calouro pagar bebida para veterano, ou juntar dinheiro para bancar eles. Todos se juntam como amigos, mas existem regras. A principal delas é que não se pode segurar o copo com a mão direito. Se o fizer, é penalti. Daí, se bebe tudo de uma vez.
Estou gostando bastante da função. Na verdade, como Erasmus, eu nem deveria estar por lá, afinal de contas não sou calouro. Mas não interessa. Conheci um pessoal bem divertido e vou até mesmo ser batizado com a minha madrinha. Melhor que os outros intercambistas. Os brasileiros se satisfizeram a fechar o grupo de 20 que estão no IADE. Saem todo o dia entre eles, falam sobre o Brasil e tudo mais.
Eu prefiro pensar que estou tendo uma experiência, pelo menos agora, mais legal. Sim, ser pintado e gritar que tem bolas de fogo no cu não é legal. Mas, mais do que veteranos, vou fazer uns bons amigos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Em casa

No fim não sai com os flatmates. Fiquei pelo hostel e saí com uns brasileiros. Entre eles, dois gremistas de Porto Alegre. Bem legais os caras. Lourenço e Chico. Um deles até era aluno da ESPM. Fomos em um show de jazz bem legal, em um lugar que certamente vou passar a frequentar, o Onda Jazz. A banda era portuguesa, se chamava The Song Band. Era composta por piano, contrabaixo, bateria e trompete. Muito bom o show.
O problema era a companhia. Parecia que só eu estava lá para ouvir o conjunto. O resto bebia e gritava. O mais legal foi ouvir de uma das pessoas que ela adorava jazz e que, quando em Londres, infelizmente não tinha tido tempo para ir em um lugar como aquele, tão tradicional na capital britânica e “berço do jazz”. A nossa mesa atrapalhou bastante, a ponto de chegar perto de nos expulsarem de lá.
Enfim, saímos e fomos em direção da boate mais badalada de Portugal. Só em direção mesmo, porque queriam nos cobrar 250 euros a entrada, o que é o código para “não queremos você aqui”, já que a festa era 12. Foi bem divertido na verdade, aposto que melhor do que realmente entrar na festa.
No dia seguinte, então,comi meu primeiro peixe em terras portuguesas, em um lugar bem caseiro, chamado O Bacalhoeiro. Bom pra cacete. Sim. Usei um palavrão mesmo.
Depois do almoço, me mudei aqui para Alfama. A sensação de ter uma casa, um quarto e finalmente desfazer as malas é ótima. O pessoal aqui da casa é legal, todo mundo conversa bastante e não tem frescura quanto a cozinha e limpeza da casa. Todo mundo se ajuda.
Acho que só vou me complicar com a comida. A Juliane e a Johanna são vegetarianas e então rola bastante coisa mais natureba. No início vai ser ruim, mas com o tempo aprendo a comer grama também.
O único problema daqui é o sertanejo que a casa do lado ouve o dia todo. Bruno e Marrone e companhia.
A noite fui até o hostel. Aquele lugar é tão legal que me sinto entre amigos, não em uma casa com estranhos. Até mesmo vou me candidatar a alguma vaga por lá. Ontem era noite de PubCrawl, então passeamos por toda a região de bares. Foi bem divertido.
A volta foi meu teste, afinal de contas tive que fazer a pé, já que o transporte público para a 1:30 aqui. Não é longe, mas é lomba acima. Em todo caso, dá para matar no peito. Chegando, descobri que a Johanna, que mora comigo, estava no hospital. Aparentemente, ela foi descer a escada e caiu. Agora tá de pé enfaixado por três semanas.
Hoje, então, fomos até a praia, aproveitar o dia maravilhoso que estava fazendo. O plano era sair as dez da manhã. Saímos as duas e meia. Então acabamos mudando de praia, porque a que íamos era mais longe. Chegamos lá e, diferente daqui de Lisboa, o tempo estava horrível, totalmente nublado e um pouco frio.
De qualquer forma, eu achei bom. Sentamos e ficamos quietos. Eu desenhei, o pessoal ficou lendo. Pode não ter sido o melhor dia de praia, mas pelo menos foi relaxante.
Agora a noite, vamos ficar em casa. O Grega vai assar algumas pizzas. Pela primeira vez aqui, vou ficar em casa, sem sair. Isso é bom, porque desde ontem, eu realmente tenho uma casa.


Bom, não consegui postar o que escrevi ontem, porque ainda não temos internet em casa.

As pizzas estavam ótimas. O bom de morar com vegetarianas é que se come bastante coisa diferente. A pizza tinha um monte de coisa estranha, mas fazer o que? Estavam boas no fim. Depois delas, ficamos em casa mesmo. Primeira vez que fiz isso desde que cheguei em Lisboa.
Hoje, não sai de casa. O dia foi chuvoso então passei o dia vendo séries. De almoço, comi uma massa ao pesto com maças que o namorado da Johanna fez. Boa demais tambem.
Amanhã, reunião de novos alunos no IADE. Espero que goste de tudo, da escola e das pessoas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enfim me decidi

Enfim me decidi, vou morar com as alemãs. Ontem conheci o Gregorsh, ou como quer que se escreva. Ele é o esloveno que já tinha acertado que ia morar com Juleane e Johanna. Fui na casa ontem e me senti super bem. Sentamos, tomamos uma cerveja e comemos umas batatas. Acho que vou gostar de lá. A vizinhança é bonita e charmosa, com os bondes e as ruelas. A casa é boa. Todos os quartos são duplos. O meu chega a ter dois andares. Mostro amanhã, quando me mudar de vez.
Essa noite ainda passo no hostel. Foi muito bom ficar por aqui. Conheci gente muito legal mesmo. Falei com pessoas muito diferentes. Uns ingleses beberrões, umas americanas super simpáticas, uma francesa que também estava atrás de quartos, um casal de Cingapura, um médico do Irã, um casal e a recepcionista da Eslovênia, um havaiano com toda a pinta de Don Juan e uma penca de brasileiros. Também tem essa esquisita excursão de holandesas. Elas são 45. Simplesmente tomaram o albergue de assalto. Foi realmente muito legal.
Ontem, saí com esse pessoal. Éramos os brasileiros, um espanhol, um colombiano e o tal havaiano. Fomos até essa festa que é exatamente como as que ia no Brasil, pelas bandas da independência.
Hoje, como a saga por um quarto já acabou, fui passear. Conheci Belém. Como disse o jogador de futebol “é ótimo conhecer aqui onde Jesus nasceu”.
A região é bem bonita, ficando a beira do Tejo. Lá entrei num monastério gótico extremamente bonito e na sua Igreja. Vi os túmulos de Camões, Vasco da Gama e Fernando Pessoa. O monastério é de uma paz incrível.
Ao lado, entrei no Museu de Arqueologia. Tinha uma exposição sobre ourivesaria na península Ibérica que era bem interessante e outra sobre o Egito. Essa última que era realmente legal. Ficar sozinho na sala com uma múmia é uma sensação peculiar. Não via o momento dela se mexer. Também tinham múmias de jacarés, bem estranhas.
Depois disso, caminhei até a Torre de Belém. Ela é bem bonita, mas não é tão interessante assim. É uma construção que D. Manuel fez para proteger a cidade. Tirei umas fotos bem legais. Saí da Torre para caminhar até os tais Pastéis de Belém. A confeitaria é legal, acho que a maior que já vi. Mas os pastéis em si são bem mais ou menos.
Depois disso, vim para o hostel e vi a votação do Rio2016. Não sei se gostei do resultado. Essa noite não tenho planos. Acho que saio com os meus agora flatmates.
Então é isso. A viagem até agora foi ótima. O hostel, nem se fala. Já tenho certo que, quando em Lisboa, só venho para cá. Amanhã começa a parte dois: finalmente baixar a poeira em uma casa minha e, depois disso, esperar até que terça comecem as aulas. Quando conseguir, posto mais. A casa ainda não tem internet.
Mando notícias logo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Atrás de um quarto

Pois bem, a vida anda corrida. Todo dia, vou atrás de gente que tenha algum quarto livre. Emails, telefonemas e visitas. Na verdade, é uma coisa que tá se mostrando bem massante. Mas, fazer o que? Tenho que achar ao menos um teto fixo.
Enquanto não acho, então eu aproveito o Travellers House aqui.
A noite de petiscos aquela, foi bem legal. Foi montada uma mesa com vários tipos de linguiça e pães, regado a vinho. Quando tudo acabou, um inglês chamado Gary, bem legal, chamou todo mundo para ir para o Bairro Alto, zona boêmia daqui e a duas quadras do hostel. Foi bem divertido. Conversei com os ingleses, um holandês, um cara do Irã e uma guria de Cingapura. Também falei mais com a americana de Seattle aquela. O nome dela na verdade é Katie, não Tracy. Ela veio como palestrante no IADE, que está sediando uma conferência de Design. Ela é bem gente boa e canta, tendo uma voz muito legal. Dá para ouvir em www.myspace.com/katefullermusic
Então na terça eu fui atrás de alguns quartos. Recebi a resposta de umas alemãs, que alugaram uma casa com mais um esloveno. Juliane e Johanna, mais o esloveno que não vi ainda. A casa é legal, fui conhecer hoje. Fica em Alfama, a parte que originou a cidade de Lisboa. Lá só tem ruelas e o bonde passa na frente. Uma boa opção. A noite teve uma degustação de vinhos aqui pelo hostel, mas eu não participei.
Ontem, passei o dia resolvendo uns assuntos. Carteira de ônibus e conta no banco principalmente. Vi um quarto também, onde uma menina do hostel a Lauréne, da França, vai ficar.. O apartamento era bem legal mesmo. Ainda tava sendo reformado, o que é bom, porque tudo é bem novinho. Para a Lauréne é bom, a uma quadra da faculdade dela. Para mim, não. É bem longe mesmo.
Mais tarte, o hostel ofereceu uma Keg Party, ou seja, festa com barril de cerveja. Depois disso o pessoal ia para uma rodada de pubs no Bairro Alto. Eu fiquei de fora. Tinha saído com a Ana, que vem lá da ESPM, e uma menina de Toulouse, com um nome bem complicado. Ficamos pelo Bairro Alto, em um bar bem legal, com música cubana ao vivo.
Hoje acordei cedo e fui comprar o jornal Ocasião, só de classificados. Estava decidido a ir a muitos quartos. Encontrei umas boas opções. Uma delas é interessante. Dividir a casa com uma artista plástica e duas estudantes, em uma região bem boa. O único, e forte, contra é a Estrela, cadela que vive por lá. O quarto é no pátio, ou seja, junto com a cadela.
Depois fui até a Lapa, zona nobre da cidade (o presidente vive lá). Caminhando até lá, sempre lomba acima, como de praxe na cidade, eu me senti super bem. A região é maravilhosa. Casas antigas bem cuidadas, um ambiente calmo. O senhor que me recebeu, ao abrir a porta, já começou se desculpando. Ora, quando alguém pede desculpa antes de dar oi é porque vem algo ruim pela frente. E veio mesmo. O seu sobrinho tinha ligado havia 10 minutos, contando que tinha sido transferido para Lisboa. O senhor até disse que preferia tratar com algum não familiar, pois esses sempre estão a lhe tirar coisas aqui e ali. Em todo caso, ele não pode negar.
Agora tenho na manga a casa com as alemãs e um quarto a duas quadras do hostel, que vou ver pelas 7 horas. Até amanhã devo decidir meu destino, meu teto final. Imagino e espero que da próxima vez que escreva já de algum lugar que possa chamar de casa.