domingo, 29 de novembro de 2009
Diario de Viagem - 1o dia em Dublin
E sem acentos, porque estou numa lan house e nao me acertei com o teclado.
Quinta feira, 25 de novembro
Tenho que admitir: quando cheguei em Dublin me decepcionei. Esperava uma cidade totalmente diferente. Esperava uma cidade de pubs e rua pequenas. Ao inves disso, uma cidade de grandes avenidas e transito rapido.
Cheguei no hostel e me instalei. Ele e bem diferente do Travellers House, onde fiquei em Lisboa. E menos aconchegante, menos amigavel. Mas as instalacoes sao legais. Nao vou ficar mal.
Entao sai para caminhar. So ai me dei conta que meu cansaco podia ser a causa da cidade nao ter me agradado. Tinha dormido a 1:00 e acordado as 6:00; minha unica refeicao tinha sido um iogurte de manha; e tinha toda a funcao do aeroporto.
Mas quando cheguei na regiao do Temple Bar vi que Dublin e muito legal.
Essa, como se pode imaginar, e a regiao dos bares. E aqui sim: ruas pequenas e pubs. (nota: descobri depois que o nome nao tem nada a ver com os bares. e anterior a eles)
Caminhei bastante e acabei encontrando a Christ Chapel. E uma igreja muito bacana. Foi construida ainda na epoca dos vikings. Hoje, o que resta dessa epoca e nada, mas o predio atual e lindo.
Depois do passeio, era noite. Sim, 17:00 e noite. Entrei em um dos pubs, o Auld Dubliner para jantar. Comi um belo de um steak com uma Paulaner. Bom demais. Na verdade, quando comecei a escrever, esperava por ele; mas agora sei: bom demais.
Ao fundo, uma dupla tocando musica tradicional. Um clima maravilhoso. Poderia comer sempre em pubs.
Foi agora, na hora de pagar, que tive uma bela surpresa. Apesar da Caixa Geral me falar que funcionaria, meu cartao nao funciona aqui. Isso significa que tive que correr ate o hostel para pegar meu cartao do Banco do Brasil.
Agora, voltei ao pub e paguei. Pedi uma tipica Guiness, para acompanhar minha escrita.
Se antes nao tinha gostado, o cair da noite em Dublin me conquistou. Acho que aqui e assim: a vida comeca quando o sol acaba.
(meu tempo na lan house esta acabando. vou atualizando na medida do possivel.)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Amanhã, Dublin
Caminhando hoje, indo para a faculdade, me dei conta de que vai ser muito legal. Estou muito curioso para conhecer Dublin, meu primeiro destino. Algo me diz que vou adorar. Depois vem Londres e Paris, cidades que nem precisaria comentar. São centros de tudo. Realmente, vai ser demais.
E é isso. Tirando aprontar minha viagem, não fiz muito. Recebi um trabalho segunda, que era para entregar hoje. Fiz uma prova hoje, barbadinha. Aprontei tudo.
Agora é só botar os pés para cima e relaxar. Ou melhor, não por os pés para cima, mas sim sair caminhando por ai. Estou bem animado com amanhã. E bem animado com as próximas semanas.
E, por um bom motivo, ficarei longe por um tempo. A última coisa que quero é escrever por aqui, porque, se não o fizer, significa que estarei na rua fazendo algo divertido.
Então, é isso aí, nos falamos dia 12 de Dezembro.
domingo, 22 de novembro de 2009
Depois do trabalho, descanso
Naquela noite, saí com o Grega. Ficamos rodando pelos bares do Bairro Alto, sem muito onde ir. Foi uma noite bem divertida. Acabamos em uma festa meio estranha.
Na sexta, acordei e fui até o Colombo, o maior shopping daqui. Meu plano era ir atrás de uma mala para a minha viagem. Não sei porque, mas só me ofereceram Samsonite. Acho que vou acabar ficando com uma que vi na quinta, quando por acaso passei numa loja na Baixa.
Depois da busca sem resultados, a noite, fui com a Johanna e o Grega até a casa da Ana. Lá, mais a Minna e duas amigas finlandesas, a Aude e seus colegas de apartamento da França e Bélgica. Mais tarde, no Miradouro de Alcântara, encontrei o Kasper e as meninas da ESPM. Ficamos com esse pessoal até depois do Bairro fechar. Foi uma noite bem divertida.
Então, no sábado, não saí de casa. A tarde, escrevi um texto para a minha cadeira de Técnicas Discursivas. Ficou legal, vou postar ele ali embaixo. A noite, não sai. Preferi ficar vendo algo no computador. Na verdade, meu plano era escrever, mas não consegui.
Hoje, no domingo, fui dar uma caminhada. Fui até o Miradouro de Alcântara onde, por acaso, encontrei o Kasper e a Veera, outros Erasmus lá do IADE. Fiquei um tempo falando com eles e depois tentei desenhar. Gosto de caminhar como hoje, ouvindo música, sem muito se preocupar com onde se está realmente indo.
Fui reparando nos muros e alguns grafites, gosto de tirar fotos disso. E, por estar com a camisa do Grêmio, fui parado algumas vezes por brasileiros. Um deles até mesmo me convidou para ir para Caiscais amanhã, mas não posso porque vou até a Ogilvy.
O mais estranho foi caminhar pelo Bairro Alto domingo de tarde. Sempre que vou lá, é lotado, barulhento. De tarde, parece uma cidade fantasma. Todas as portas e janelas fechadas, ninguem pelas ruas. É uma grande transformação do dia para a noite.
Agora, estava fechando o hostel para a minha viagem. Desisti de vez dos couchsurfers. Já achei lugares que aparentemente são legais para ir. Em Paris foi complicado. Pelo jeito lá não existem muitos hostels legais. Finalmente, só o que falta é minha mala mesmo. Mas pretende resolver isso amanhã de manhã.
Aqui, o texto que fiz:
Madrugada em claro
Mais um madrugada em claro. A rua está vazia, calma. O único som que escuto é o dos pingos de chuva martelando o telhado em ritmo contínuo. Dos vizinhos, não escuto mais nada. Agora descansam, depois de algumas horas de sexo barulhento que consegui acompanhar contra minha vontade. A minha casa vazia e escura. Tudo quieto, inerte. Apenas a luz sobre a minha mesa acesa, dando um clima sombrio. Móveis velhos, um sofá e uma poltrona encardidos na sala de estar, sem nenhum quadro ou foto. Livros espalhados pelo chão. Cheiro de velho, de antigo. Tudo é memória e nostalgia.
Ao canto da sala, eu enfrento meu dilema mais uma vez. É uma guerra que já dura semanas. Eu, escritor, não consigo escrever. Já me sentei aqui por horas e horas, mas a caneta nunca chega a tocar o papel. Ou melhor, toca. Faz rabiscos sem sentido, desenhos mal feitos, frases soltas desconexas, inícios que não dão em nada. São todos traços inúteis, me mostrando o quão incapaz eu sou, me mostrando como meu tempo é jogado fora cada vez que me sento nessa cadeira, a beira dessa mesa, com essa velha caneta em punho, com esse bloco em minha frente.
Sobre minha mesa, além do meu material de trabalho, duas garrafas de vinho. Uma cheia e uma vazia. Não consigo evitar, sempre me escapo com algum entorpecente. Mas parece que essa solução se esgotou. Nessas últimas semanas, já tentei de tudo. Álcool, drogas, sexo. Mas nada, absolutamente nada, consegue me fazer escrever. Então, depois de bebado, depois de chapado e depois do gozo; entre as garrafas, com a mulher ainda em minha cama, com meu cigarro ainda aceso, me vejo ainda nessa mesa, mas sem escrever.
As ideias se esgotaram. Os sentimentos se esgotaram. Eu me esgotei.
Todo escritor passa por isso, meus amigos diriam. Mas eu não tenho amigos. Já tive. Já dei festas, já tive amores, já tive fama, já tive algum dinheiro. Mas não tenho mais. Também já não fui manco e já não fui broxa. Mas hoje sou. E o que tenho agora são minhas garrafas de vinho, uma geladeira vazia e um monte de problemas. Só não tenho ideias.
Me levanto com meu cigarro. Vou até a janela e vejo um velho cachorro de rua se abrigando da chuva embaixo da grande figueira do outro lado da calçada. Vejo meu reflexo no vidro. Não me reconheço mais. Vejo, pelo reflexo, atrás de mim o único retrato que tenho em minha casa. É o retrato dela.
Rápido, volto para a minha cadeira. Troco o cigarro pela caneta.
É isso. Seus cabelos negros. Seus olhos grandes, profundos e azuis. Sua pele macia e branca. Seu pequeno par de seios. É isso. Nossas insandecidas noites. Nossos corpos se chocando. Nossas brigas. É isso. Sua fuga. É isso. A minha tranformação nisso que sou agora: velho, manco e broxa. Pior do que o cachorro da rua.
E assim, no meio da chuva, depois do sexo dos vizinhos, enquanto o cachorro descança debaixo da árvore, entre meus velhos móveis, entre meus velhos livros, sob a fraca luz sobre minha mesa, com a velha caneta, depois de alguns copos de vinho e depois de semanas em claro, eu ganhei. E, finalmente, minha caneta cruza o papel escrevendo a minha história.
sábado, 21 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Uma semana de trabalhos
Então, aí já se resume o resto da minha semana. Passei, até agora, a fazer trabalhos de tipo no computador e a mão, já que o professor quer que nos passemos um texto inteiro a mão, mais uma vez imitando a fonte. O meu problema foi que escolhi uma fonte muito difícil. O espaço entre as letras é estranho, de forma que nunca vou conseguir acertar.
Ontem, também acabei o trabalho da Heineken. A campanha ficou bem legal, ou melhor, vai ficar. A questão é que temos as ideias, mas nada gráfico pronto. Mais um professor que gostou bastante, disse que nosso raciocínio estava bem amarrado e correto.
Então, depois de finalmente apresentar isso e ter meus trabalhos para entregar hoje de manhã prontos, saí com o Grega, a Johanna e a irmã para tomarmos uma cerveja e conversar no miradouro perto de casa. A vista lá é bem bonita, mas prefiro de dia. De qualquer jeito, foi uma conversa legal e um bom jeito de esfiar a cabeça.
Depois de entregar tudo ontem e hoje, posso ter um tempo de cabeça fria. Para amanhã, combinei uma visita a Ogilvy, uma das agências de publicidade mais históricas. Infelizmente, não vou poder ver o setor criativo, mas de qualquer jeito vai ser legal. Quem me guiará é o Matias, amigo da Carô.
E semana que vem só tenho aula na quarta, já que a aula de segunda e terça é prática e não tem testes na semana de provas. Ou seja, acho que acho um tempo para matar minha viagem, na quinta.
Sobre ela, desisti dos couchsurfers. Mandei muitas mensagens e ninguem me respondia. Acho que não fiz o tipo deles. Assim, me faltam apenas duas coisas para a viagem: marcar um hostel e achar uma mala. Na verdade, acho que já tenho os dois, só falta reservar o hotel e comprar a mala. Mas, de forma ou outra, está tudo encaminhado.
Agora, então, mostro algumas partes do meu martírio dessa semana, meus trabalhos de tipo. Esse é o que fiz com um trecho do conto “O Cobrador”, escrito pelo Rubem Fonseca.
(para ver maior, é só clicar na imagem)


sábado, 14 de novembro de 2009
Dia de Magusto
Começando pela noite de terça, fiquei em casa acabando os três trabalhos que tinha para quarta. Um deles era fazer poesia concretista. Talvez fosse mais interessante se eu realmente acreditasse em Poesia Concretista. De qualquer jeito, aqui eu vou mostrar o que fiz.

Então, na quarta, mais um dia corrido. Tenho aula o dia inteiro. A tarde, é, sem dúvida, a parte mais cansativa. Tenho aula de Técnicas Discursivas. Essa cadeira consiste em fazer e interpretar textos, e daí, que surge a tal poesia concretista. Poderia ser uma aula muito interessante. A única coisa que estraga é a turma. É uma cadeira optativa, de forma que ninguem “precisa” estar lá. Mas o pessoal é assíduo, todo mundo vai sempre. Isso seria bom, se eles fossem para conversar. Essa aula cansa, me desculpem, pra cacete. Não consigo prestar atenção. Mas os trabalhos são divertidos.
À noite, tive uma aula sobre o Mercado Feminino. Bem interessante. Estamos pensando em uma cerveja focada em mulheres, chamada Heineken W. Agora, o trabalho tá tomando forma, depois de passar meu sábado na casa do Guillaume, meu colega francês. Finalmente tivemos algum resultado e quando os anúncios estiverem prontos, ponho aqui. Acho que vão ser bons.
Na quarta, para acabar o dia corrido, algumas coisas estragaram. Primeiro, a bateria ou carregador do meu laptop. Ele não quer mais carregar, de forma que não posso mais carregá-lo para lugar nenhum, já que só funciona na tomada. Depois, meu fone de ouvido, que estourou. Por fim, minha webcam, que mostra mais manchas do que qualquer coisa.
Então, acordei cedinho quinta-feira. Achei que a aula seria so para mostrar o andamento do trabalho de tipografia e voltar. Quem me dera. Tive uma manhã inteira aprendendo coisas que já sei sobre illustrator (um programa de design). Pelo menos, depois disso, pude mostrar meu trabalho de tipografia. O professor gostou bastante. Diz ele que tá impressionado, porque meus trabalhos estão anos-luz a frente do resto da turma. Talvez seja porque descobri que gosto bastante de tipo. Sempre achei que gostaria, mas nunca tinha tido aula alguma.
A tarde, fiquei em casa acabando trabalhos e me encontrei com o Guillaume a noite. Mas nada que rendesse muito. A noite foi divertida. A Johanna e o Grega iam ao Lux, o lugar mais “cool” de Lisboa ver algum show de algum DJ. Então cheguei depois do ensaio da Tuna e tinha um pessoal por aqui, amigos das gurias. Eram 2 portugueses e 2 italianos. Eu não sai, mas a conversa foi bem legal.
Então chegou a sexta-feira. Era dia de Magusto, então fiquei em casa tocando e ensaiando as músicas. Fiz algo que havia tempo não fazia: estudar música. Nesses últimos dias tenho tentado tocar algo mais jazz e bossa, então ontem resolvi estudar. Passei a tarde nisso.
A noite, o Magusto foi meio lento. No fim, foi pouca gente. Pelo jeito, o IADE é como a ESPM, onde ninguem se anima em ir a eventos da escola. Mas foi divertido, ao menos para o pessoal da Tuna. O Grega e a Johanna apareceram, mas chegaram 2 minutos depois da gente tocar. A Ana, a Minna e a Aüde também foram. Foi uma noite divertida, com castanhas e música pimba, daquelas bem bregas. Me falaram que isso é o típico bailarico portugues.
Hoje, no sábado, passei o dia no Guillaume, tratando de fazer nossa campanha para a Heineken W. Estamos chegando lá.
Agora o Grega está preparando uma janta para todos. Desde ontem, temos o namorado da Juleane e a irmã da Johanna por aqui. Isso, as vezes, parece um hostel. Mas nada que não se goste.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Passeio quase ao Jardim Estrela
Como já tinham me dito, esse não é um bairro legal. Eu admito que estava meio perdido quando cheguei lá e deu algum medo. A Ana quase foi parar lá, viu um apartamento. Aí descobriu que era a zona de prostituição. Ela tava certo. Martim Moniz é mesmo a zona de prostutuição. Ia pegar o elétrico, que passa lá e na frente de casa. Aí reparei que tava caminhando a duas horas sem carteira ou identificação.
No fim, também descobri que o tal bairro é bem perto aqui de casa. Mas não pretendo voltar tão cedo.
Depois disso, iria no Festival do Cano, ao qual acabei também não indo.
O pessoal que mora comigo resolveu ir junto. Chegamos lá no horário que era para ser, mas ele ia começar só em uma hora e que era pago. Desistimos e ficamos pelo Bairro Alto.
No domingo, saí com a Johanna e a Juleana para ver O Auto da Compadecida, que ia passar no Festival de Cinema Brasileiro aqui em Lisboa. O filme é muito bom, mas o cinema teve problemas técnicos. Assim, vimos metade e o som resolveu não funcionar.
Bem, esse foi o fim de semana.
Ontem, tive um dia tranquilo. De manhã, aula de Design Bidimensional. Essa cadeira é bem divertida, eu estou gostando bastante. A noite, fui mostrar um trabalho para Laboratório de Produção Publicitária. O professor lenhou toda a nossa ideia. Agora temos nada e temos que ter algo até amanhã.
Depois disso, ensaio da Tuna. Descobri que sexta-feira tem o Mangusto, uma festa organizada pelo grupo. Vamos tocar lá, como era de se esperar. Isso significa ter um uniforme do IADE. Já consegui os calções, agora tenho que ir atrás da camisa.
Hoje de manhã, tive mais bidimensional. Recebemos um grande trabalho, para o qual temos 3 semanas para realizar. Como eu vou viajar, tenho que fazer em 2. Mas nada que me assuste, eu acho que estou tendo um resultado legal.
Além disso, tenho procurado alguem para me receber em Dublin e Paris. Até agora tá complicado, parece que não agradei muito o pessoal do Couchsurfing.com. Mas estou tentando, acho que consigo alguma coisa até viajar. Acho não. Eu tenho que coseguir alguma coisa até viajar.





sábado, 7 de novembro de 2009
Viagem quase pronta
Dia 26 de novembro saio de Lisboa e vou para Dublin, na Irlanda. Lá, fico até dia 1º de dezembro, quando vou para Londres. Vou ficar com o Luis, que tá estudando na Inglaterra. Depois, no dia 6, saio para Paris, onde fico até dia 12. Mas o ponto alto está, sem dúvida, no dia 10 de dezembro. Estou com meu bilhete para o show do Sir Paul McCartney comprado. Acho que vai ser bem interesante mesmo.
Só ainda não achei onde ficar. Estou tentando achar alguns couchsurfers, ou seja, pessoas que estejam dispostas a me receber na casa delas e me apresentar as cidades. Até agora, não tive sucesso. Mas estou tentando.
Tirando isso, a quinta e a sexta foram normais. Para a quinta, tinha um dia todo planejado: ia acordar cedo, ir ao zoológico e fazer um trabalho. Como resolveram não me deixar dormir essa noite, acabei acordando só ao meio dia. Dessa forma, não fui ao zoológico e meu dia se resumiu a fazer trabalhos.
Ontem, acordei e fiquei um bom tempo resolvendo a viagem, encaixando passagens e tudo mais. Depois, fui para aula. A noite, tinha uma festa que achei que ia ser bem legal. Era de um italiano que ninguem conhece, mas todo mundo que eu falava ia lá. Cheguei, a festa estava cheia como nunca. Foi, no mínimo, decepcionante.
Hoje, acho que vou até o Jardim Estrela e depois até o Museu Nacional de Arte Antiga. A noite, tem o Festival do Cano, que é um evento que premia o pior da propaganda portuguesa. O bom da propaganda portuguesa já é ruim, quero ver como é a parte ruim.
Bem, é isso. Agora tenho mais ou menos 3 semanas para arranjar tudo para a minha viagem.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Trabalhos
Essa semana, a exemplo da anterior, não fiz muito. Pelo menos não ainda.
Na segunda, eu passei o dia inteiro fazendo um trabalho de Design Bidimensional. Ele consistia em olhar para o computador e passar um texto a mão. Ah, sim. Imitando a fonte do computador, com espaçamentos e entrelinhamentos certos. Ou seja, cada letra tinha um lugar milimetricamente certo.
Isso me tomou boa parte da tarde. Fiquei com uma bolha no dedo também, de ficar desenhando.E o melhor de tudo foi mostrar para o professor na terça e ouvir ele comentar que aquele era só um massacre básico inicial e não válido. O trabalho desses para valer vem em uma ou duas semanas.
Essa cadeira é bem interessante, mas vai dar trabalho.Já ontem, fiquei em casa de novo. Dessa vez, pesquisando sobre o fogo. Isso porque tinha que fazer um trabalho para a cadeira de hoje de manhã.
Já hoje, não fiquei em casa. Passei o dia na faculdade, em aulas. À tarde, entreguei meu texto colagem. Gostei bastante do resultado. Ele é feito de frases e palavras de textos de 6 autores. Ponho ele ali embaixo.Agora, acabei de chegar do ensaio da Tuna. Foi muito engraçado, porque éramos apenas 6. Assim, passamos mais tempo conversando bobagem do que tocando propriamente.
Agora, em homenagem às minhas tardes em casa, vou por alguns trabalhos.Esse primeiro, uma capa que fiz para Design Bidimensional. Ficou interessante, mas a impressão acabou com a brincadeira: desalinhou e mudou as cores.
O segundo, é o que passei fazendo na segunda. O tal texto à mão.
Por último, o texto colagem. É nhénhénhé, mas o melhor que consegui dos originais.
Teu beijo, minha senhora, me enoja.
E Jamais fui um apaixonado.
Mas estaria mentindo se disse que não gosto dos teus frutos.
E a memória me faz raivar, mas ardo por ti.
E, sim, apesar do escarro, ardo por ti.
As outras são apenas inseguras e desamparadas.
Inocentes, navegam em ritmo apaixonado.
Misturam seus delírios com um paraíso real.
São felizes meninas cheias de tristeza.
Porém tu é Rainha inatingível. Senhora da noite.
E ,ao luar da sua sensualidade, dentro de mim, um punhal, um incêndio.
E nosso corpo, um só, faz movimentos desfeitos em luz.
Após a noite, amanheço inocente. Com o prazer do gozo nas veias.
Me sinto teu soldado.
Mas ainda há o ódio. E te odeio.
Mas estaria mentindo se não dissesse:
te amo."
Minha viagem de fim de mês cada dia fica mais concreta. Talvez compre tudo hoje. Altos planos.
domingo, 1 de novembro de 2009
Na segunda-feira, passei a tarde em casa. A noite, fui ao ensaio da Tuna. Nesse dia, teve audição de novos membros. Foi péssimo. Realmente não sei cantar. Pelo menos o tocar violão me salvou. Agora estou, oficialmente dentro e já ganhei minha alcunha.
Na terça-feira, apresentei um trabalho de tipografia, que não botava fé alguma. O professor gostou bastante, porque disse que o nosso era um dos únicos com um conceito o que tornava uma forma comum, tinhamos apenas um cartaz, algo bem interessante e chamativo.
Já na quarta, a minha missão de comprar um violão acabou. Depois de dois dias dando de cara na porta fechada, finalmente consegui. Gostei bastante da compra, mas ainda não sei como vou levar de volta para o Brasil. A noite, acompanhei o jogo do Grêmio. Ótimos 3x1.
Na quinta-feira, íamos ao Museu da Comunicação, com a turma de Design Bidimensional. Não sei porque, mas não fomos. Ao invés disso, tivemos a manhã toda em função de tirar fotos de grafites e outros lugares onde a tipografia é bem distorcida.
Então veio o fim de semana. A sexeta-feira foi bem divertida. A noite, saí com a Ana e o Russel (namorado escocês dela). Era aniversário de um brasileiro que não conhecia. Por isso, nos encontramos no miradouro São Pedro, para comemorar. Éramos quatro brasileiros, três finlandesas, uma francesa e um escocês. O mais legal de tudo foi que, de repente, um grupo de fanfarra apareceu. Eles tinham até mesmo um trombone rosa. Foi muito divertido, porque um monte de gente se juntou para dançar e cantar.
No sábado, acordei e fiquei em casa. Tinha que acabar um texto para quarta-feira. Depois ponho ele aqui. É uma montagem de textos de Vinicius de Morais, Pessoa e outros. O resultado ficou razoável. Já de noite, fui jantar na casa das meninas da ESPM, porque era aniversário de uma delas. Depois fomos na Lux, que é a boate mais “cool” de Portugal e cujo dono é John Malkovich. A festa toda chique, com DJs e etc ficou bem atrás da simples reunião na Praça, sem dúvida alguma.
Então, hoje, domingo, não fiz nada demais. Tenho planejado uma viagem interessante, que deve sair em dezembro. Os planos são bons e, quando concretos, posto aqui.
domingo, 25 de outubro de 2009
Munique com o Pai
A vida em Munique é boa. Não tem como negar. Passei um ótimo fim de semana lá. Resumo ele em duas palavras: comer e dormir.
Saí na madrugada de quinta para sexta daqui de casa. Fui bem cedo para o aeroporto. Mesmo o voo sendo as 6.00, cheguei lá as 3.00. Afinal de contas, não mudaria muito ficar fazendo tempo aqui ou lá. No fim, gostei da opção. As 3.00 da manhã aquele aeroporto é muito vazio. O que é bom. Fiquei as 3 horas que me sobraram desenhando e ouvindo música. Talvez melhor do que qualquer coisa que encontrasse para fazer em casa.
Então cheguei em Munique as 10.00 da manhã de lá. Na porta, meu pai, todo felizão. Ele acha que engana com a história de que "estaria muito cansado indo direto para China". Não engana ninguém: a pausa em Munique foi mesmo para ver a prole.
Chegando em Karsfeld, a recepção foi ótima. Por ótimo se entenda uma boa duma pretzel.
Ai eu e o pai ficamos em casa o dia todo. Depois das pretzels, tomamos uma sopa de almoço e dormimos, afinal de contas, o estômago cheio é para isso mesmo. Ao acordar, como não se poderia imaginar diferente, comemos. A tia Lore havia feito uma torta de ameixas maravilhosa.
Então fizemos tempo para ir buscar o Mano, que chegava de noite. No meio tempo, fiquei tocando com o Andy. Até que chegou a hora de ir até a Bahnhof e buscar o tal garoto.
Na volta, pizza e, depois, cama. Viram? Comer e dormir.
No dia seguinte, nós três e o Andy demos uma saída. Obviamente, não antes do clássico café da manhã pretzels e ovo. Fomos até o centro de Munique. Lá, quis ver o preço dos violões, para ver se algo realmente valia a pena. Não valia. Mas deu para ver outras coisas-legais-que-ainda-comprarei, como um Ukelele e um sintetizador.
Depois dali, a clássica e indispensável Hofbrauhaus. Lá, uma Weissbier.
Então voltamos para a pequenina Karlsfeld, onde comemos no mesmo restaurante caseiro perdido no meio da floresta que havíamos comido na última vez que estive lá. Dessa vez, ao invés de um Lebakes (ou como quer que se escreva) um Schnitzel (ou como quer que se escreva). De sobremesa, provamos umas tortas típicas.
Aí já era hora de voltar, porque meu pai tinha que arrumar as coisas para o voo para a China. Podemos dizer que isso não foi o ponto alto do dia. Logo depois de ele sair para o aeroporto, para o qual foi sozinho, de trem; reparamos que ele tinha esquecido algo que ele quase nem usaria: o celular. Foi algo meio que "Santa Memória Batman! Ele esqueceu o celular! / Para o Batmóvel Robin!" Em 20minutos, estávamos lá. Sim, fazer ao aeroporto em 20minutos é muito rápido.
Dali, voltamos para a casa e jantamos uma maravilhosa massa com molho de tomate. Agora me lembro que esqueci de anotar a receita do molho, coisa que valeria a pena.
Hoje, acordei e vim para Lisboa, sem fazer muito. O voo foi tranquilo. De lá, para casa, daonde não sai e não pretendo. Ao invés disso, achei umas passagens interessantes na internet e vi o calendário acadêmico. Talvez tenha planos legais em breve.
Queria deixar aqui um agradecimento especial. A Rafa por ter mandado a biografia do Cash em quadrinhos (autografada!); à vó Marília pela luva de cozinha e aquele-envelope-que-não-comentarei; à minha mãe pelo caderno da Perestroika; e à vó Trude pelos biscoitos de Natal adiantado. E claro, pelo meu pai por ter servido de entregador.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Jogo do Benfica
Então, ontem tive um dia péssimo.
Pela manhã fui para a aula de Ciência do Design, que foi boa. (Por falar nela, alguém sabe porque alimentos integrais são mais saudáveis do os que não são? Vale um pirulito) Imaginei eu que, enquanto estava lá, os caras da Sapo, companhia de internet, vinham aqui em casa instalar a nossa. O Grega passou a manhã esperando. No almoço, apareci em casa, para ver se tinha tudo corrido bem. A verdade, é que nada tinha corrido. Eles não tinham aparecido ou ligado. Ok, vamos esperar.
Esperamos e ligamos umas 3 vezes. Até que o crédito dos nossos celulares acabou porque, aqui, as chamadas para a companhia telefônica são pagas. E bem pagas.
Enfim, perdi a aula da tarde porque o Grega teria que sair. Passei a tarde esperando.
Até que me enchi e fui até a loja. Lá, fiquei sabendo que eles, aparentemente, “tentaram contato” mas o telefone estava desligado/ocupado. Mentira. Eu e o Grega passamos muito tempo (uma mão cheia!) ao lado do celular e nada. Bem, então acabei sem internet e eles só vem na segunda-feira.
A noite, tive mais um ensaio da Tuna. Bem rapidinho, porque tinha aula até a metade dele. Além de rápido, ruim. Foi um daqueles dias que ninguém se acertava.
De qualquer forma, eu gostei do clima. Já me sinto parte da Tuna e tudo mais. Tenho uma alcunha já, ou um projeto de alcunha.
Depois disso, peguei chuva. E muita chuva. Assim, chovia tudo o que choveu em Porto Alegre desde que saí. Mas em 3 horas.
No elétrico para casa, encontrei a Margarida, uma amiga do Grega. Casualmente, ela vinha para a nossa casa. Aqui, o Grega fez uma coisa estranha, mas boa. Uma espécie de torta/pastelão com vegetais e tofu. Bem bom, a não ser pelo tofu. Para acompanhar, os vinhos que a Margarida trouxe.
Já hoje, as coisas foram mais divertidas.
Tive que fazer meu trabalho de tipografia e tudo mais. Ok, isso não é divertido.
Depois, fui ao Estádio da Luz, ver o jogo do Benfica x Everton, da Inglaterra, pela UEFA League.
Já na ida, vi que preferia sentar com os ingleses. No Metro, tinha muita gente indo para o jogo, mas, obviamente, menos ingleses. Todavia, os britanicos simplesmente não paravam quietos. Foram todo o percurso cantando e gritando. Melhor que os portugueses, quietos conversando no seu canto.
No estádio, antes do jogo, a mesma coisa. A torcida do Everton calou o Estádio da Luz diversas vezes. Os lusos, no máximo, assoviavam para calar os ingleses. Na verdade, me lembrou o Beira-Rio. Muita gente de vermelho, mas os de azul cantando mais alto.
Além disso, o estádio parecia bem vazio. Pensei no horário, 6.00 da tarde de uma quinta. Mas mesmo assim, uma partida de nível continental. Depois fui ver que a questão é que o estádio é enorme, lá estavam 44.000 pessoas. Outra coisa legal, foi a águia, simbolo do time, que voa pelo gramado antes do jogo.
O jogo em si, foi bom. O Benfica joga bonito e tem um timão. Nele, peças como Aimar, Saviola (Seleção Argentina) e Luisão e Ramires (Seleção Brasileira). Com isso, o time atropelou. Foi um 5 x 0, sendo que 3 deles nos primeiros 6 minutos do segundo tempo. Vitória incontestável.
No fim das contas, foi um dia divertido. Mas é estranho ir num estádio que não seja o Olímpico, com as músicas e o clima de Olímpico. O time pode ser pior, sem dúvida, mas o Gremio é com certeza maior que o Benfica, se entendem o que quero dizer.
E amanhã, as 6.00 da manhã, vou para Munique!
(então fico sem internet até domingo ou segunda)
Agora, fotos do jogo
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Tuna
Ontem, segunda, tinha Design Bidimensional. Eu achava que o professor era meio mau encarado, meio mala. Mas, felizmente, estava bem enganado. Não peguei o nome dele (na verdade, não memorizei o nome de ninguém da turma), mas adorei as aulas que ele me deu, já que hoje, terça, tive uma segunda aula. Com certeza, ele entende de Design e quer passar o que sabe e aprendeu. Me lembrou um pouco o grande Max Lacher, da ESPM, que, mais do que ensinar conteúdo, tenta formar pessoas legais. Para se ter uma noção do nível desse professor, uma vez ele comprou um jogo de louça para um aluno, já que esse era meio timido e quieto. O objetivo era o tal aluno levar os pratos para casa e quebrar todos, mostrar um pouco de raiva, fazer algo diferente. Bem, acho que vou aprender bastante.
Além do professor, a turma é gente boa. Tem uma outra brasileira, de Londrina, mas não é de intercâmbio. Ela veio para cá com 12 anos, tanto que já fala o luso-portugues, não o tal “brasileiro”, como se fala por aqui.
Essa aula nos leva ao meu dia de hoje. Passei a tarde inteira fazendo um trabalho para essa cadeira. Era um trabalho bem bobo, na verdade. Consistia apenas em separar exemplos das 7 famílias tipográficas e achar uma forma diferente de apresentar. Passei a tarde toda fazendo recorte e colagem em cartolina. Me senti na 6ª série de novo. O pior de tudo é saber que eu tive uma ideia muito mais legal mas que não teria tempo de fazer, já que passarei o fim de semana fora.
Além disso, ontem entrei na Tuna do IADE. Uma Tuna, como eu não sabia até sexta, é um grupo musical folclórico. Cada universidade tem a sua e todas elas vão para encontros e festivais. O espírito é bem legal. Tem gente que tá aprendendo a tocar, gente que já sabe, gente que aprendeu lá. Quem chegar, pode participar e é bem recebido. Digo, eu fui, pelo menos. Agora, tenho ensaio as segundas e quartas, mas nenhum problema. O mais legal de tudo é que, na Tuna, se usa, sempre, uniforme da escola. E também tem as letras, que eu vou deixar vocês julgarem. Por exemplo, o refrão de Rapariga
Ai rapariga
Se fores ao monte
Vai p’lo carreiro
Que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado
Com os rapazes
Loucos por ti
Vê lá se algum tropeça
Ou ainda, Madalena
Chorar, como eu chorava
Ninguém pode chorar
Amar, como eu amava
Ninguém deve amar
Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
Mas ela me abandonou
E assim murchou em meu jardim
Essa linda flor
Bem, a mim parece meio bobo, meio “bundão”. Mas não posso falar. Português de Portugal, querendo ou não, sempre soa bundão hehe Em todo caso, apesar das letras e da simplicidade das músicas, imagino que vá gostar bastante da Tuna. Me falaram que, lá, é o verdadeiro espírito acadêmico, que é muito legal. Espero gostar e não me vejo não gostando.
Obs. : clique aqui e veja fotos da Tuna, para entender como é
Obs.: amanhã ponho internet em casa! três vivas.
domingo, 18 de outubro de 2009
Museu Gulbenkian
Geralmente, nada demais acontece de um dia para o outro. Seguindo essa lógica, não teria o que escrever hoje.
Ontem passei o dia inteiro em casa mesmo. A noite, depois de jantar salada, resultado de pressão vegetariana, me enfurnei no segundo andar do meu quarto. Lá, seguindo a lógica do dia, fiz nada de útil. Vi algumas séries, li uma parte de um livro do Bukowski, que em portugues daqui fica bem bundão. Vejam, nada demais para contar.
Mas para não ficar com pinta de inútil, hoje resolvi sair.
Passei o dia inteiro na Fundação Calouste Gulbenkian. Ok, mas que porra é essa?
Comecemos pelo nome. O Sr. Gulbenkian é um turco, nascido no ano de 1869. Menino de berço, era apreciador de artes e começou sua modesta coleção aos 14 anos, quando comprou umas moedas em um mercado local. A partir dali, não parou. Quando mais velho, se tornou acionista majoritário do Banco Nacional da Turquia e, se já não bastasse, detinha 5% de corporações de petróleo. Isso tudo, imagino eu, fazia com que ele não tivesse qualquer tipo de restrição financeira. Assim, o que acontece é que, ao longo de sua vida, Calouste colecionou cerca de 6000 objetos de arte.
Após sua morte, como ele não havia decidido o que fazer com todo o acervo, apenas sabia que queria todas as peças sob um mesmo teto, foi criada a tal fundação, que fica em Portugal por ser o país em que ele viveu durante a Grande Guerra.
Bom, então, depois da explicação histórica e sem muita fundamentação, voltemos para meu dia.
Depois de tomar um café, cheguei na tal fundação. O terreno é imenso. Entrei no primeiro prédio e vi que tinha uma exposição de ArtDeco. Esse estilo não faz meu tipo, mas fui ver como era. Mais interessante é que, sem querer, entrei pela saída o que me fez não pagar. Lá dentro, descobri que era uma exposição homenageando a exposição parisiense de 1925, que foi um marco para o estilo. Havia de tudo. Cadeiras, jóias, tapetes, talheres, livros.Tudo muito luxuoso, se fazendo uso de prata, ouro e vidro. Duas peças me chamaram bastante atenção. A primeira uma pintura de uma pantera, feita por um artista chamadou Jouve. A segunda de um cara que passei a admirar demais, o Lalique, com a peça Andorinhas. Infelizmente, não achei imagem de nenhuma.
Daí, fui ver a exposição permanente do Museu Calouste Gulbenkian. Dei sorte, porque domingos a entrada é livre, mas não havia uma multidão lá.
A ordem é mais ou menos cronológica. Assim, começamos com Arte Egípcia, passamos por GrecoRomana, Mesopotamia e Oriente Islâmico. Tem muita coisa maravilhosa por lá. Pensar que as peças foram feitas a 5000 anos, no caso das obras do Egito, ou ver que aquele vaso que está na tua frente foi feito na Grécia, a mesma que se estuda na aula de história é uma sensação interessante. A arte do oriente islâmica também é demais. Predominam os azuis, principalmente nas porcelanas. Mas o que mais chama a atenção é que tudo é extremamente detalhado e feito a mão. É mesmo impressionante.
Depois disso, passei pela arte do Extremo Oriente e cheguei aos europeus.
Nunca gostei de arte sacra, mas hoje vi umas bíblias e cadernos medievais. Eles são muito bonitos. Assim como a arte oriental, tem um nível de detalhismo e capricho incrível.
Então começaram as pinturas. Lá, os grandes chavões. Rembrandt, Monet, Degas,Renoir. Essa sessão dispensa comentários.
Para finalizar, tinha uma sessão dedicada apenas ao Lalique. Em termos básicos, o cara é bom. O jeito com que o metal, vidro ou qualquer que seja o material se curva e se torna delicado é impressionante.
Saindo do Museu, descobri que esse é cercado por um grande parque. Lá, famílias passam o domingo, assim como casais de namorados e grupos de amigos. O parque é bem calmo e pacífico. Alguns lagos, alguns patos.
Tenho certeza de que volto lá ainda, para um café ou uma leitura que seja.
Tentei por algumas fotos aqui, das obras que tinha gostado mais. Não sei porque, o site não aceitou. A quem interessar, o site da fundação, com fotos do acervo, se encontra aqui
sábado, 17 de outubro de 2009
Primeira Semana Acadêmica
No fim, me decidi que terei 5 aulas, no máximo.
Duas do curso de design, duas do de marketing e uma do mestrado em publicidade.
As de design são Bidimensional e Ciencia aplicada. A primeira trata de design gráfico básico: tipografia e cor, basicamente. Para mim é bem interessante porque é o tipo de coisa que não consigo fazer no Brasil, não na ESPM. A segunda, é coisa de nerd mesmo. Basicamente, física e química. O professor, Paulo, é muito bom e se mostra interessado nos alunos. Toda semana temos que responder uma questão. A dessa é: o que aconteceria se a terra parasse?
As de marketing são Técnicas Discursivas e Briefing e Processo Criativo. Técnicas discursivas é escrever, escrever, escrever. O que vai ser bem interessante, porque a professora disse que se foca em escrita criativa, não necessariamente publicitária. Quem sabe apareço com alguns textos e contos que faço para a cadeira por aqui. Briefing e Processo é um geral sobre propaganda. O professor, que não guardei o nome, é redator e com passagens por grandes agências. Pelo que entendi, ele trabalhou na W/Brasil, justamente na época do clássico “Tem gente que acha que você é analfabeto e você nem desconfia”. Ele com certeza saca muito de propaganda. O único porém é o horário: sexta-feira, das 19.00 as 21.30 Em todo caso, vamos ver o que faço.
A cadeira de Mestrado é simplesmente demais. Laborátorio de Produção Publicitária. A gente vai ver propaganda e criatividade, mas com bastante mão na massa. O professor é completamente louco, o que dificulta as coisas para mim. Ele começa a falar e falar, cada vez mais rápido e rápido, até que começa a fazer alguns gestos e barulhos para exemplificar. O bom seria poder continuar com a cadeira ano que vem. Lá, eles irão fazer um projeto completo de campanha, para ser apresentado para clientes reais. Ou seja, um trabalho bem feito pode virar uma campanha real para um cliente como, digamos, Vodafone ou Coca Cola.
Ok, mas tirando aulas, o que se faz da vida?
Digamos que não se fez muito não essa semana. Como tentei fazer o máximo de cadeiras possíveis, passei quase todos os dias na faculdade. Descobri que posso comer na faculdade “rival” do IADE, o ISEG, por meros 2.20 euros, com bacalhau, sopa e sobremesa. Além disso, resolvi a internet. Quarta-feira instalam na minha casa. Além de tudo isso, as irmãs da Juleana tão por aqui. Assim, na quinta-feira fomos a praia, no Estoril. Essa vez sim, tivemos um dia ensolarado e bonito.
Ontem, na sexta, tive a última atividade das Praxis, o Jantar dos Calouros. Foi bem divertido. Descobri que existe uma coisa chamada Tuna Academica, que é como um grupo folclórico de cada universidade. Eles cantam e dançam e participam de concursos. O “maestro” (o nome não é bem esse) é um brasileiro também, Júlio. Podem ter certeza, no próximo ensaio estou lá. Só não sei o que vou fazer, porque o Angelo, aquele outro brasileiro, prometeu para todo mundo que iria tocar violino para eles. De qualquer forma, quando descobrir o que vou fazer lá, conto por aqui.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Meu Fim de Semana
A sexta-feira foi interessante. Acordei cedo e fui direto para o trote. O dia inteiro foi granada e encheção de caso por parte dos veteranos. Caminhamos até o Rossio, que é a praça central e ponto turístico de Lisboa para o batismo. Foi bem legal. Todos os calouros/caloiros arranjaram o seu padrinho. Já tinha combinado com uma menina, mas na hora não a achei. Então, acabei afilhado da Mariana, que tá na foto ali de baixo.
Ela é brasileira de Minas Gerais, mas tá aqui já faz um tempo. O legal é que ela quer ser redatora também. Tem seu plano bem certo: se forma ano que vem, vai para SP fazer a Miami Ad School e depois até Hamburgo, para continuar a Miami. Se tudo der certo, é um bom plano.
Depois do batismo, fui almoçar com todo mundo. A comida não era ruim. Mas tudo teria sido muito melhor se os calouros pudessem usar talheres, afinal de contas, comer massa sem um garfo é ruim demais. No fim, deu certo. Os calouros que já tinham participado de outros almoços me ensinaram a comer com pão, para se sujar menos. Além disso, consegui usar um limão para empurrar a comida para o pão. No fim das contas, nem me sujei nada.
Seguindo, tivemos um Bailarico. Começou no salão do Mercado da Ribeira, onde havia sido o almoço. Foi muito engraçado, porque lá, as sextas-feiras, rola um baile de idosos. Assim, tinha um cara tocando teclado e músicas muito bregas, enquanto os casais dançavam. Os mais jovens entraram na brincadeira. Dançar Roberto Carlos é bem engraçado. Ficamos por ali só até o pessoal do restaurante ter tempo de organizar o outro salão. Lá sim, foi uma festa mais legal.
Tocou muita música legal, principalmente coisas antigas. Michael Jackson, MC Hammer, Prince. O mais legal foi quando o pessoal começou a pedir por Buraka. Eu não fazia ideia do que se tratava, mas quando tocou, todo mundo foi a loucura. Descobri que Buraka Som Sistema é uma banda portuguesa/angolana, que toca Kurundu, um ritmo africano. O que acontece é que essa banda é sucesso internacional, coisa rara com bandas lusas. Ai, todo mundo é fã por aqui.
Sábado, queria ir atrás de um violão, coisa que já tá fazendo muita falta por aqui. Acordei e fui até a Feira de Alfama, com a Juleane. Lá tinha um monte de quinquilharias. Me atraiu uma guitarra de fado, mas isso resolvo depois. Quando íamos ás lojas de música, descobri que tudo já havia fechado. Isso significa que tenho mais uma semana sem música por aqui.
A noite, saí com a Juleane. Fomos a uma festa bem estranha, de uma portuguesa/alemã que está indo para vonluntariado em Angola. Conversei bastante com a menina, Sara. Ela é bem legal, gostei da atitude dela. Além dela, algumas figuras como um mestre de capoeira de São Tomé e Príncipe. Foi bem divertida.
Domingo, não saí de casa. A não ser quando fui ao super mercado. Felizmente descobri que existe um bom por perto. Até aquele dia, só ia a um que odiava. Pequeno, bagunçado e cheio. Também descobri que meu cardápio, por algum tempo, vai se resumir a massa com algum molho. O que acontece é que, quando fui ao tal supermercado, comprei um pacote grande de massa e, até acabar, não vou ao super.
Hoje, segunda, tive meu primeiro dia de aulas. Fui para o IADE as 8 da manhã e cheguei as 8 da noite. Legal, muitas aulas o rapaz teve. Na verdade, não. De tudo que vi hoje, é capaz de eu só pegar uma das cadeiras, e isso depende do que achar das outras. Amanhã, mais aulas. Essa primeira semana vai ser puxada, porque posso fazer tudo o que quiser. Tentei ao máximo não ter aula nas sextas, para tentar viajar de vez em quando. Pelo jeito vai ser complicado. Em todo caso, uma aula não vai me impedir de viajar. O que pode fazer isso, quem sabe, é o dinheiro hehe
Aqui, a música do Buraka Som Sistema. Nessa, participação da cantora inglesa
http://www.youtube.com/watch?v=4CkXhtw7UNk&feature=youtube_gdata















